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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de março de 2018.

Jornal do Comércio

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Memória

Notícia da edição impressa de 15/03/2018. Alterada em 14/03 às 22h38min

Morre Stephen Hawking, um dos ícones da ciência moderna

Físico britânico resistiu durante mais de 50 anos à esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa

Físico britânico resistiu durante mais de 50 anos à esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa


/AFP/JC
A ciência perdeu uma de suas figuras mais emblemáticas. A morte do físico e pesquisador britânico Stephen Hawking, aos 76 anos, foi confirmada ontem, em um comunicado de seus filhos Lucy, Robert e Tim à imprensa inglesa. Além do legado deixado para o progresso científico, Hawking notabilizou-se pela perseverança, ao resistir durante mais de cinco décadas a uma grave doença degenerativa.
A causa da morte não foi divulgada. A nota revela apenas que ele morreu de forma pacífica, ao lado de familiares. "Era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos. Ele disse uma vez: 'Não seria um universo que valesse a pena se não fosse o lar das pessoas que você ama'. Nós sentiremos falta dele para sempre", diz o comunicado.
A profunda ligação de Hawking com a ciência vem desde o nascimento: por coincidência, ele nasceu exatos 300 anos depois da morte de Galileu Galilei, em 8 de janeiro de 1942. E a data de sua morte (14 de março) é a mesma do nascimento de outro cientista, Albert Einstein, que veio ao mundo em 1879.
Hawking era estudante da Universidade de Cambridge quando teve confirmado o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica, em 1963. Segundo os médicos, ele, então com 21 anos, não tinha mais do que dois anos de vida. Posteriormente, constatou-se que sofria de uma forma da doença que avança mais lentamente do que o usual - o que limitou gradativamente sua capacidade de movimento e comunicação, mas não foi capaz de bloquear sua busca por conhecimento. "Meu objetivo é simples: uma compreensão completa do universo", declarou certa vez.
O primeiro grande avanço científico de Hawking veio em 1970, quando a teoria da singularidade do espaço-tempo passou a ganhar ampla projeção na comunidade acadêmica. Ao lado do colega Roger Penrose, ele aplicou a matemática dos buracos negros ao restante do universo e localizou uma região que se curva infinitamente no espaço-tempo. Pelo postulado de Hawking, ela seria o ponto onde ocorreu o Big Bang, a expansão que deu origem a tudo que existe no universo.
Em 1974, o britânico usou a teoria quântica para defender que os buracos negros emitem calor e, em consequência, podem se desfazer. Essa teoria - que abria margem para que a matéria possa, em certos casos, simplesmente desaparecer do universo - deu início a um dos mais acalorados debates da física moderna. Outra de suas teorias envolve a inflação cósmica: um período de expansão alucinante, pouco posterior ao nascimento do universo, dando origem às galáxias e, depois, aos sistemas planetários.
Nos anos 1980, a partir do lançamento do livro "Uma breve história do tempo", as ideias de Hawking entraram definitivamente no imaginário de milhões de pessoas. Em 2014, foi lançado o filme "A teoria de tudo", que rendeu ao ator
Eddie Redmayner o Oscar pela interpretação do físico.
Entre as muitas honrarias que recebeu, Hawking ganhou os prêmios Albert Einstein (1978) e Wolf (1988), e a medalha presidencial de liberdade, do governo britânico, em 2009. No entanto, nunca foi agraciado com o badalado Nobel.
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