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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

22/03/2018 - 18h06min. Alterada em 22/03 às 18h07min

Tensões comerciais fazem Dow Jones cair quase 3% no fechamento

O novo capítulo da novela comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a China impôs uma onda vendedora de ações, fazendo com que as bolsas em Nova Iorque encerrassem o dia com fortes perdas. Os temores de uma guerra comercial entre Washington e Pequim dominaram as atenções dos investidores ao longo do dia, mas intensificaram a queda dos mercados acionários americanos na reta final do pregão, onde o índice Dow Jones chegou a cair mais de 3%.
Com o pior desempenho desde 8 de fevereiro, o Dow Jones encerrou o dia em baixa de 2,93%, aos 23.957,89 pontos, abaixo dos 24 mil pontos; o S&P 500 recuou 2,52%, aos 2.643,69 pontos; e o Nasdaq perdeu 2,43%, aos 7.166,68 pontos. As ações de todas as empresas que compõem o Dow Jones encerraram em queda, enquanto 467 companhias do S&P 500 terminaram o pregão no território negativo
Todos os setores do S&P 500 terminaram no vermelho, com exceção do segmento de serviços básicos (utilities). Já o Índice de Volatilidade da CBOE (VIX), conhecido como o "medidor de medo" de Wall Street, subiu 30,68%, para 23,34 pontos, acima da marca psicologicamente importante dos 20 pontos. A volatilidade, aliás, foi utilizada como parte da justificativa para a forte pressão vendedora das ações. Para a diretora de serviços macroeconômicos para investidores da Oxford Economics, Kathy Bostjancic, a volatilidade deve continuar em meio ao conflito EUA-China.
No início do dia, as bolsas em Nova Iorque já caíam com a possível imposição de tarifas por parte de Trump contra a China. O presidente cumpriu a ameaça e, no início da tarde, assinou memorando que implementa as barreiras contra Pequim, alegando "roubo" de propriedade intelectual. Para Trump, as tarifas, entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões, são o "começo" de uma relação comercial "justa" com os chineses. O secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, também disse esperar uma "medida de resposta", acrescentando que o país asiático poderia comprar mais produtos agrícolas americanos.
Na avaliação do economista de mercados da Capital Economics Oliver Jones, "a política comercial do governo Trump será o principal fator a influenciar novamente os mercados nos próximos dias". Uma pesquisa elaborada pelo Bank of America Merrill Lynch vai na mesma linha, ao mostrar que a maioria dos investidores destacou uma guerra comercial como "o maior risco de queda" para ativos considerados mais arriscados, como as ações, neste momento.
O subíndice financeiro do S&P 500 liderou as perdas, ao cair 3,70%. Alguns dos principais bancos americanos cederam mais de 4%, como JPMorgan (-4,17%), Morgan Stanley (-4,32%) e Citigroup (-4,11%). Já companhias do setor industrial, que também seriam bastante afetadas pela medida, também exibiram fortes perdas: a 3M recuou 4,69% e a Caterpillar despencou 5,71%.
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