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Porto Alegre, terça-feira, 20 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 21/03/2018. Alterada em 20/03 às 21h21min

Dólar atinge maior valor no ano, e Ibovespa sobe 0,30%

Cotação fechou no patamar mais elevado desde 28 de dezembro

Cotação fechou no patamar mais elevado desde 28 de dezembro


/Marcello Casal Jr./ABr/JC
O dólar encostou em R$ 3,31 ontem e atingiu o maior valor no ano um dia antes do fim da reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) que deve elevar os juros nos Estados Unidos pela primeira vez no ano. Já a bolsa brasileira interrompeu série de cinco quedas e subiu, com ajuda de Petrobras e Vale.
No mercado à vista, o dólar fechou cotado a R$ 3,3084, em alta de 0,68%. É o maior valor da moeda americana desde 28 de dezembro - última sessão de negócios de 2017 -, quando a cotação terminou em R$ 3,3155. Os negócios no mercado à vista somaram US$ 770 milhões, de acordo com a B3.
O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, subiu 0,30%, para R$ 84.163 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 8,1 bilhões. Em março, a média diária está em R$ 11,7 bilhões.
A alta do dólar na sessão ocorreu em linha com o exterior. Das 31 principais moedas do mundo, a divisa americana ganhou força ante 24.
O dólar refletiu a expectativa com o aguardado aumento de juros pelo Fed. A taxa deve ser elevada em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 1,5% e 1,75%.
O aumento ocorre em meio à recuperação da atividade econômica dos Estados Unidos, com um mercado de trabalho sólido, desemprego no menor patamar em 17 anos e uma inflação que ainda está levemente distante da meta de 2% ao ano estabelecida pelo Fed.
A alta tende a enxugar dinheiro hoje aplicado não só em bolsas, mas também em países emergentes, como o Brasil. Isso ocorre porque os investidores buscam o refúgio dos títulos de dívida dos EUA, considerados um dos mais seguros do mundo.
O Banco Central (BC) vendeu 14 mil contratos de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro). O BC rola os contratos com vencimento em abril. Até agora, já rolou US$ 4,9 bilhões dos US$ 9,029 bilhões que vencem no próximo mês.
Das 64 ações do Ibovespa, 37 caíram, 25 subiram e duas fecharam estáveis. A maior alta foi registrada pelos papéis da Qualicorp, que subiram 4,82%.
As siderúrgicas também fecharam em alta. A Gerdau se valorizou 4,72%, e a Metalúrgica Gerdau avançou 3,49%. A Usiminas teve alta de 3,30%, e a CSN ganhou 1,94%.
Entre as baixas, a EcoRodovias perdeu 3,01%. A Natura se desvalorizou 2,52%, e a Hypera (ex-Hypermarcas) caiu 2,17%.
As ações da Petrobras ajudaram a sustentar a alta do Ibovespa nesta sessão, com o avanço dos preços do petróleo por causa de tensões no Oriente Médio e a possibilidade de maiores quedas na produção da Venezuela ajudaram a amenizar o impacto da crescente produção dos Estados Unidos. Os papéis mais negociados da Petrobras subiram 1,10%, para R$ 21,16. As ações ordinárias se valorizaram 1,33%, para R$ 22,89.
A mineradora Vale avançou 1,22%, para R$ 41,60, apesar da queda do preço do minério de ferro. No setor financeiro, o Itaú Unibanco se valorizou 0,32%. As ações preferenciais do Bradesco caíram 0,11%, e as ordinárias perderam 0,17%. O Banco do Brasil subiu 0,39%, e as units - conjunto de ações - do Santander Brasil ganharam 0,83%.
Bolsa
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