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Porto Alegre, terça-feira, 20 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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CONSUMO

Notícia da edição impressa de 21/03/2018. Alterada em 20/03 às 23h46min

CNC projeta a melhor Páscoa desde 2013 para o varejo brasileiro

Tradicionais ovos devem ser substituídos por produtos de menor valor

Tradicionais ovos devem ser substituídos por produtos de menor valor


/JONATHAN HECKLER/JC
O varejo terá a melhor Páscoa dos últimos cinco anos, com uma movimentação de R$ 2,2 bilhões e a geração de 10,6 mil empregos temporárias. A expectativa é da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que divulgou ontem as estimativas em relação à Semana Santa deste ano, comparativamente à do ano passado, já descontada a inflação do período.
Confirmada a projeção da entidade, esse deve ser o melhor desempenho das vendas reais do varejo na data comemorativa desde os 4,8% de crescimento verificado em 2013. Na mesma data no ano passado, o varejo brasileiro registrou o primeiro aumento no volume de vendas, ao crescer 1,1% em relação a 2016, após acumular perda de 5,2% em 2015 e também em 2016.
Segundo os dados divulgados pela CNC, a melhor Páscoa para o setor ocorreu em 2010, quando as vendas cresceram 9,5% em relação a 2009, ano em que a economia cresceu 7,5% e o volume total de vendas do varejo avançou 10,9%.
Em relação ao emprego, em particular, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, ressalta o fato de que tão importante quanto o número maior de contratações será a taxa de efetivação em 2018.
"Do total de vagas temporárias oferecidas pelas atividades envolvidas com a Páscoa, 7,7% deverão se tornar postos de trabalho efetivo", disse Fabio Bentes, acrescentando que é o maior percentual em três anos. "Além de impactos positivos decorrentes da reforma trabalhista, contribui decisivamente para uma maior absorção de trabalhadores temporários o momento mais favorável do varejo brasileiro de alimentos, que vive seu melhor momento em mais de três anos", avalia a entidade.
Os maiores demandantes de trabalho temporário deverão ser os hiper, super e minimercados, respondendo por aproximadamente 62% do total de postos oferecidos. O salário médio de admissão no varejo deverá ser de aproximadamente R$ 1.220,00, o que representará um avanço de 4,5% em relação àquele percebido na Páscoa de 2017. "Os estabelecimentos do varejo alimentício, tais como hiper, super e minimercados, além das lojas especializadas em produtos associados à Páscoa, deverão faturar cerca de R$ 2,2 bilhões com as vendas voltadas para a Semana Santa deste ano", estima a entidade.
A avaliação da CNC é de que a queda de 8% nos preços dos chocolates, de 3,8% no do azeite de oliva, apesar do crescimento de 0,2% no preço dos pescados, deverá estimular o crescimento das vendas.
Em contrapartida, a CNC avalia que os aumentos de 7,7% dos preços dos combustíveis e de 6,7% no das passagens rodoviárias intermunicipais deverão atingir aqueles que pretendem se deslocar durante a Semana Santa.
A confederação ressalta o fato de que as projeções da entidade "se baseiam nos aspectos sazonais das vendas, levando-se ainda em consideração as tendências de evolução dos níveis de ocupação e renda e, principalmente, as variações dos preços de produtos relacionados com essa data".
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