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Porto Alegre, terça-feira, 20 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 21/03/2018. Alterada em 20/03 às 20h29min

Países cobram explicações do Facebook sobre uso de dados

Ações caíram, e rede social perdeu valor de mercado após a denúncia

Ações caíram, e rede social perdeu valor de mercado após a denúncia


/LOIC VENANCE/AFP/JC
O Reino Unido está investigando se o Facebook fez o suficiente para proteger os dados, depois que a denúncia de que uma consultoria política com sede em Londres, contratada por Donald Trump, acessou de forma indevida informações de 50 milhões de usuários da rede social para influenciar a opinião pública. As ações do Facebook recuaram quase 7% na segunda-feira, reduzindo em quase US$ 40 bilhões o valor de mercado da empresa. Ontem, as ações da empresa fecharam em queda de 4,41%.
Elizabeth Denham, chefe da Comissão de Informação britânica, está buscando uma autorização para fazer buscas nos escritórios da consultoria Cambridge Analytica, depois que uma denúncia revelou que a empresa colheu informações privadas de milhões de pessoas para apoiar a campanha presidencial norte-americana de Trump em 2016.
Parlamentares dos Estados Unidos e da Europa exigiram explicações de como a empresa de consultoria obteve acesso aos dados em 2014 e por que o Facebook não informou seus usuários, levantando questões mais amplas da indústria sobre a privacidade do consumidor.
"Estamos analisando se o Facebook garantiu e protegeu informações pessoais na plataforma; se, quando descobriu sobre a perda dos dados, agiu de forma robusta; e se as pessoas foram ou não informadas", disse Elizabeth à BBC Radio.
A Comissão Federal de Comércio dos EUA está investigando o Facebook. O presidente republicano do Comitê de Comércio, Ciência e Transporte do Senado dos EUA enviou uma carta ao presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, solicitando informações sobre o uso de dados de usuários do Facebook.
"A possibilidade de que o Facebook não tenha sido transparente com os consumidores ou não tenha podido verificar se os desenvolvedores de aplicativos de terceiros são transparentes com os consumidores é preocupante", informou a carta, que também foi enviada a Nigel Oakes, presidente executivo da filial SCL de Cambridge Analytica.
A ministra da Justiça alemã, Katarina Barley, convocou o Facebook a assumir a responsabilidade por violações das leis de privacidade de dados. Katarina disse que a empresa precisava ainda explicar como protegeria melhor a privacidade de seus usuários no futuro, observando que as pessoas precisavam saber o que seria feito de seus dados antes de autorizarem seu uso. "O Facebook deve aderir a esta base legal. É hora de a empresa assumir a responsabilidade clara", afirmou.
 
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