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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria automotiva

Notícia da edição impressa de 15/03/2018. Alterada em 15/03 às 11h01min

Após dois anos de prejuízo, Randon consolida lucro

Desempenho tende a ser ampliado, de acordo com David Randon

Desempenho tende a ser ampliado, de acordo com David Randon


/JEFFERSON BERNARDES/AGÊNCIA PREVIEW/DIVULGAÇÃO/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
Após acumular prejuízo líquido por dois anos seguidos, a Randon S.A. Implementos e Participações retomou o caminho da lucratividade. Em 2017, a companhia de Caxias do Sul registrou recuperação e encerrou o exercício com importantes índices de crescimento consolidado.
A receita bruta cresceu 14,6%, para R$ 4,2 bilhões, e a líquida, 11,9%, para R$ 2,9 bilhões. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 308,2 milhões, margem de 10,5% sobre a receita líquida, enquanto em 2016 havia somado R$ 142,7 milhões, margem de 5,4%. O lucro líquido alcançou R$ 46,7 milhões, com margem de 1,6%, revertendo o prejuízo de R$ 67,2 milhões e a margem negativa de 2,6% em 2016. Em 2015, o prejuízo fora de R$ 24,6 milhões.
De acordo com a diretoria do grupo, o desempenho é resultado da combinação do novo cenário positivo com ações internas realizadas desde o início da crise, envolvendo melhorias de processos, controle de despesas e investimentos, lançamento de novos produtos, fortalecimento dos canais de venda e redução de custos fixos. Embora distante dos números consolidados em anos anteriores à crise, a empresa entende que o lucro de 2017 traz a confiança de que as decisões tomadas e as mudanças feitas estão dando resultados, e que tendem a ser ampliadas nos próximos exercícios.
"Há esperança, mesmo que cautelosa, de que o País volte a crescer após quase três anos praticamente estagnado", observa David Randon, diretor-presidente das Empresas Randon
Para 2018, o grupo estima receita bruta de R$ 5 bilhões e líquida de R$ 3,6 bilhões, altas de 19% e 24%, respectivamente, sobre o consolidado no ano passado. As receitas externas, soma das exportações e das operações no exterior, devem totalizar US$ 300 milhões, crescimento de 25%. São projetados US$ 51 milhões de importações e R$ 140 milhões em investimentos.
O mercado interno foi o principal responsável pela elevação da receita da Randon em 2017. O valor superior a R$ 3,7 bilhões brutos ficou 18% acima do registrado no ano anterior, pouco mais de R$ 3,1 bilhões.
A receita externa foi de R$ 493,8 milhões, queda de 6%. Quando considerada em moeda estadunidense, a receita externa total de US$ 239,7 milhões representou elevação de 6,8%.
Em 2017, a divisão Montadoras representou 43,4% do total da receita líquida, equivalente a R$ 1,3 bilhão, sendo 77,7% da conta de semirreboques, 18,2% de vagões e 4,2% de veículos especiais. A participação caiu um ponto na composição da receita ante 2016.
A divisão Autopeças respondeu por 51,5% da receita líquida, 1,5 p.p. de alta, somando R$ 1,5 bilhão. A divisão é composta pelas empresas Castertech (Suspensys WE), Fras-le, Jost, Master e Suspensys (filial da Randon S.A. Implementos e Participações).
A divisão Serviços Financeiros teve leve recuo, de 0,4 p.p., na participação na composição da receita líquida. A receita líquida foi de R$ 149,3 milhões, evolução de 3,4%. A divisão é composta por Randon Consórcios e Randon Investimentos (Banco Randon).

Alexandre Randon assume presidência do conselho

Em reunião no dia 8 de março, o Conselho de Administração da Randon S.A. Implementos e Participações elegeu Alexandre Randon para ocupar o cargo de presidente do órgão, sucedendo a Raul Anselmo Randon, que faleceu no dia 3 de março. De forma interina, Alexandre Randon, que acumula o cargo de vice-presidente, terá mandato até abril de 2019, quando um novo conselho será eleito em assembleia geral ordinária.
Para vice-presidente, a família acionista controladora optou por buscar um profissional externo, que será submetido ao Conselho de Administração e anunciado tão logo seja eleito. Completam a composição do órgão os conselheiros Ruy Lopes Filho, Pedro Ferro Neto e Derci Alcântara.
David Randon segue na condição de diretor-presidente das Empresas Randon, cargo que ocupa desde abril de 2009, quando Raul Anselmo Randon deixou de exercer funções executivas. Ainda segue à frente do Comitê Executivo (não estatutário), principal instância de decisões executivas das Empresas Randon. Daniel Randon continua na vice-presidência da diretoria, tendo sob seu comando as áreas financeira, de recursos humanos, compras e serviços. O comitê executivo ainda é integrado por Alexandre Gazzi, COO da divisão Montadora; e Sérgio de Carvalho, COO da divisão Autopeças.
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