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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 09/03/2018. Alterada em 08/03 às 22h36min

Agronegócio gaúcho cria mais de 10 mil empregos

Número de admissões no setor chegou a 20.713, segundo a FEE

Número de admissões no setor chegou a 20.713, segundo a FEE


ANDRÉ/ANDRÉ NETTO/ARQUIVO/JC
O agronegócio no Rio Grande do Sul apresentou saldo positivo de empregos formais em janeiro. O número de admissões (20.713) foi superior ao de desligamentos (10.431), resultando na criação de 10.282 postos de trabalho com carteira assinada. Na comparação com igual período dos anos anteriores, os números revelam que a criação de postos de trabalho em janeiro de 2018 foi recorde. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).
Comparativamente a dezembro de 2017, o dado representa um aumento de 3,2% no estoque estimado de empregos do setor. Segundo o economista Rodrigo Feix, coordenador do Núcleo de Estudos do Agronegócio, essa variação positiva nos empregos do agronegócio é típica no primeiro trimestre do ano.
"Esse fenômeno pode ser explicado, sobretudo, pela mobilização de mão de obra para a safra de verão. Assim, uma parcela expressiva das contratações é realizada por tempo determinado, o que define a redução das admissões e a ocorrência de saldos negativos a partir do segundo trimestre de cada ano", afirma.
O movimento de criação de empregos em janeiro foi determinado, principalmente, pelo desempenho do segmento "dentro da porteira", formado por atividades características da agropecuária. Os setores com maior abertura de vagas foram os de produção de lavouras permanentes (mais 6.787 postos) e de lavouras temporárias (mais 710 postos). Feix aponta que o setor de lavouras permanentes foi influenciado pela sazonalidade da cultura da maçã, que, nos primeiros meses do ano, demanda mão de obra para a colheita, sobretudo nas regiões da Serra e dos Campos de Cima da Serra. Apenas em Vacaria foram criados 5.538 empregos com carteira assinada nessa atividade em janeiro. Já no setor de lavouras temporárias, o avanço no desenvolvimento das culturas agrícolas de verão também acelerou o ritmo de contratações, sobretudo nas atividades de cultivo de cereais e da soja.
No segmento "depois da porteira", composto predominantemente de atividades agroindustriais, também houve criação de empregos (2.739 postos). Os setores que mais contribuíram para esse resultado foram os de comércio atacadista de produtos agropecuários e agroindustriais (861 postos), de fabricação de produtos do fumo (845 postos) e de fabricação de bebidas alcoólicas (354 postos). Em janeiro, o destaque negativo nesse segmento foi o setor de fabricação de conservas, que registrou a perda de 153 postos de trabalho no Rio Grande do Sul.
O único segmento do agronegócio gaúcho com perda de vagas em janeiro foi o "antes da porteira", constituído de atividades dedicadas ao fornecimento de insumos, máquinas e equipamentos para a agropecuária. Foram perdidos 35 postos de trabalho nesse segmento, principalmente em razão do desempenho do setor de produção de sementes e mudas certificadas (menos 125 postos).
No setor fabricante de máquinas e equipamentos, que oferece a maior remuneração média, houve a quinta redução consecutiva no número de trabalhadores ocupados com carteira assinada (menos 15 postos). No segmento "antes da porteira", o único setor com expressiva criação de postos de trabalho foi o de fabricação de rações, com saldo de 65 empregos em janeiro.
O pesquisador alerta, no entanto, que apesar de ter registrado a maior criação de empregos com carteira assinada em janeiro desde o início da série histórica calculada pela FEE, a análise da conjuntura econômica indica que se trata de movimento sazonal, condizente com as características da estrutura produtiva da agropecuária gaúcha.
"Em função de fatores climáticos que reduziram o rendimento por unidade de área, é possível projetar que a produção agrícola do Estado e do Brasil irá cair em 2018. Se essa previsão for confirmada, seus potenciais impactos nas cadeias industriais não podem ser desprezados", avalia Feix.
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