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Porto Alegre, terça-feira, 06 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio exterior

Notícia da edição impressa de 07/03/2018. Alterada em 06/03 às 21h48min

Guerra comercial 'não é tão ruim', afirma Trump

Trump foi mais crítico ao falar da relação comercial com países europeus

Trump foi mais crítico ao falar da relação comercial com países europeus


/SAUL LOEB/AFP/JC
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que a ideia de uma guerra comercial provocada pela imposição de tarifas sobre as importações de aço e alumínio "não é tão ruim", diante dos déficits comerciais que seu país amarga em relação a muitas nações pelo mundo. As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa, na Casa Branca, enquanto Trump recebia o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven.
Ao ser questionado por um jornalista sobre se temia uma guerra comercial, o mandatário norte-americano respondeu: "Vamos ver o que acontece".
Trump reforçou a intenção de impor tarifas sobre importações de metais, mas mostrou disposição para negociar. "Estão levando vantagem em cima da gente nos acordos comerciais, vamos aplicar as tarifas para proteger a indústria siderúrgica."
O norte-americano usou um tom mais duro para falar principalmente da relação comercial entre EUA e União Europeia (UE). "A UE está sendo particularmente dura com os EUA", disse. O bloco "não nos trata bem, e é uma situação comercial injusta, não vou deixar isso acontecer", completou.
A política dos chineses em relação ao comércio de aço também foi criticada pelo presidente, mas ele disse que México e Canadá podem ser isentos das tarifações, em meio às negociações em curso sobre a revisão do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Entre outros assuntos, Trump comentou que a postura dos norte-coreanos nas Olimpíadas de Inverno sediadas, no mês passado, pela Coreia do Sul foi "surpreendentemente positiva" e disse que acredita que Pyongyang é sincera quando diz que quer dialogar.
Trump anunciou, na semana passada, que os EUA vão adotar uma sobretaxa de importação de 25% para o aço e de 10% para o alumínio. A decisão causou reação nos parceiros comerciais dos EUA. A Organização Mundial do Comércio (OMC) afirmou que a imposição das barreiras tarifárias levará a uma guerra comercial que terá como consequência uma "profunda recessão".
O Brasil, que será afetado pela medida, e outros países pediram que Trump desista da decisão. Na prática, as exportações brasileiras de aço para os EUA seriam inviabilizadas.
 

Se Nafta for renegociado, México e Canadá serão isentos, diz Mnuchin

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, afirmou em depoimento no Congresso norte-americano que, se o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês) for renegociado, os outros dois signatários do acordo, México e Canadá, serão isentos das tarifas sobre a importação de aço e alumínio anunciadas na última quinta-feira pelo presidente Donald Trump. A declaração confirma o que o próprio Trump escreveu ontem em sua conta no Twitter, de que as tarifas "só seriam suspensas" para os dois países vizinhos se um "novo e justo" tratado fosse assinado.
Ao responder a perguntas de deputados no Comitê de Dotações da Câmara dos Representantes dos EUA, Mnuchin disse ainda que a "prioridade" do governo norte-americano é renegociar o Nafta e ter um comércio "justo e equilibrado" com a China.
Mnuchin afirmou também que apoia as tarifas sobre aço e alumínio e está aguardando Trump anunciar os detalhes sobre sua aplicação ainda nesta semana. "Estou ciente sobre o medo de uma guerra comercial", afirmou o secretário. "O presidente entende, sim, o impacto (das tarifas) sobre a economia (norte-americana) e nós temos uma forma de administrar isso", acrescentou.

Para Fitch, se houver retaliação, tarifação de aço aumenta risco global

A agência de classificação de risco Fitch avaliou, em relatório publicado ontem, que o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de importação de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio poderia aumentar os riscos para o crescimento global se resultar em medidas de retaliação por outros países.
"A Fitch acredita que as novas políticas, tanto dos EUA como de outros países em retaliação, provavelmente continuarão a ser abrangidas por medidas específicas por setor, de modo que as políticas não são susceptíveis de causar um grande choque em nossas perspectivas macro globais. Mas os riscos potenciais para o crescimento aumentarão gradualmente com cada medida protecionista", escreveram analistas da Fitch.
Especificamente para o setor siderúrgico, a Fitch acredita que o efeito direto das tarifas sobre importação de aço provavelmente seria limitado. "A demanda global está saudável e os cortes de capacidade chineses continuam a fornecer um ambiente positivo para a perspectiva do setor", comentou.
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