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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de março de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 22/03/2018. Alterada em 21/03 às 21h50min

Temer candidato

O presidente Michel Temer (PMDB) já admite ser candidato à reeleição. Apesar de alguns assessores e conselheiros do presidente defenderem sua candidatura, Michel Temer ainda não havia se manifestado. Pela primeira vez, ele abre a guarda e admite a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto. Com isso, a tese do ministro Moreira Franco (PMDB, Secretaria-Geral da Presidência) se fortalece, e o candidato defendido por Eliseu Padilha (PMDB, Casa Civil), Henrique Meirelles (PSD, Fazenda), desacelera seu projeto de ser o candidato do governo, pelo menos por enquanto.
Sobrevivência nacional
O deputado gaúcho Afonso Motta (PDT, foto) avalia que "essa fase de candidaturas à presidência da República não condiz com a realidade do debate público necessário. Na medida em que o (Luiz Inácio) Lula (da Silva, PT) continua afirmando que é candidato, e agora o Temer é candidato, são candidaturas típicas de resistências". Para o parlamentar pedetista, "essas candidaturas nem ao menos têm discutido um projeto nacional, porque, vamos admitir, nesse curto período de governo do presidente Temer, não dá para dizer que ele tenha um projeto nacional. Não tem um projeto nacional, é sobrevivência nacional".
Saída para a crise
"Não é isso que se espera", argumenta Motta. "As pessoas perguntam: qual é a saída para essa crise dramática que vive o País? A saída vai ser quem tiver a capacidade de liderar o País, de montar uma agenda de reforma, de mudança. E as candidaturas tanto do Temer como do Lula não expressam essa expectativa mínima que o País precisa nessa hora difícil e dramática", asseverou. "Eu acho que essas candidaturas do Temer e do Lula têm essa característica comum, são candidaturas de resistência, são candidaturas que não têm um projeto nacional."
Candidaturas conhecidas
Na avaliação de Motta, "as candidaturas que estão aí postas, que estão participando efetivamente do debate, são a do Geraldo Alckmin (PSDB), do Ciro Gomes (PDT) e da Marina (Rede). O Rodrigo Maia (DEM) tem direito de se apresentar, qualquer um tem; mas o Rodrigo Maia também não tem expressão, não tem capilaridade. Parece ser muito mais uma candidatura também com o objetivo de manter o protagonismo na Câmara e no Congresso Nacional". Ele não falou sobre Jair Bolsonaro (PSL).
Importações agrícolas
Por proposta do deputado gaúcho Heitor Schuch (PSB), o Parlamento do Mercosul (Parlasul) terá um fórum específico para tratar das questões agropecuárias, com a participação de entidades setoriais, sindicatos, cooperativas e órgãos, como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), além de parlamentares de todos os países integrantes do bloco. O grupo vai debater especificamente soluções para os problemas decorrentes das importações - leite, arroz, trigo e vinho - que hoje prejudicam os produtores brasileiros. "É um avanço importante para que possamos pautar a discussão sobre a necessidade de cotas de importação, um tema espinhoso, que enfrenta muita resistência, mas que precisa ser enfrentado", avalia. Presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, Schuch participou, nesta semana, da reunião do Parlasul, em Montevidéu.
 
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