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Porto Alegre, sábado, 31 de março de 2018.

Jornal do Comércio

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Jaime Cimenti

Livros

Notícia da edição impressa de 29/03/2018. Alterada em 31/03 às 18h59min

Santos Dumont, brasileiro genial

Detalhe da capa do livro

Detalhe da capa do livro


REPRODUÇÃO/JC
Alberto Santos Dumont nasceu em Minas Gerais em 1873 e faleceu em São Paulo em 1932. É um dos personagens mais celebrados da nossa história, mas talvez seja o menos conhecido pela maioria dos brasileiros. Seus feitos são homenageados em diversos países, em especial no Brasil e na França, onde o célebre 14-bis levou seu inventor a realizar um dos maiores sonhos da humanidade: voar.
As lutas, a glória e o martírio de Santos Dumont (Harper Collins, Edição atualizada, 512 páginas), do premiado escritor e jornalista Fernando Jorge, é biografia referencial do pai da aviação. Jorge é conhecido pelo rigor nos métodos de documentação e pesquisa e escreveu, entre outras obras, Cale a boca, jornalista!, contundente relato sobre as torturas sofridas por jornalistas brasileiros durante o período militar pós-1964. Ganhou os prêmios Jabuti e Clio pela obra Getúlio Vargas e o seu tempo e biografou também Aleijadinho, Paulo Setúbal, Olavo Bilac, Ernesto Geisel e personagens internacionais como Martinho Lutero e Adolf Hitler.
Santos Dumont, o gênio que deu asas ao homem, foi um menino que gostava de máquinas e balões e o homem que conquistou o ar e ensinou ao mundo o caminho das estrelas. Em As lutas, a glória e o martírio de Santos Dumont, o respeitado autor Fernando Jorge reconstrói a vida, a obra e as ideias vanguardistas do genial inventor mineiro de forma ímpar. Com base em extensas pesquisas os textos estão bem acompanhados por belas fotografias históricas e a obra é considerada a biografia definitiva de um verdadeiro ícone da aeronáutica mundial. Santos Dumont foi brilhante, obstinado e, sem a menor sombra de dúvida, foi um homem que pensou muito além de seu tempo.
Santos Dumont tornou-se o patrono da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira e passou a figurar, permanentemente, no quadro de oficiais aviadores da Aeronáutica militar brasileira, com o posto honorífico de marechal do ar. Em 1973, ano do primeiro centenário de nascimento de Santos Dumont, ocorreram grandes e significativas homenagens na França, especialmente em Paris, e no Brasil, onde foi publicada a primeira edição desta biografia, que agora recebe nova edição atualizada. A introdução é de Marc A. Dorell e ao final do volume está um texto do professor Roberto Melaragno Filho.
Em nosso País carente de fatos históricos e heróis relevantes, vem em boa hora a edição atualizada da biografia de um brasileiro que nos honra pelo mundo afora.

lançamentos

Brasil pequeno (Libretos, 272 páginas), de Genifer Gerhardt, retrata uma viagem feita de outubro a dezembro de 2009, de 19.500 quilômetros, a bordo do Tempo, casa sobre rodas, com o filho de dois anos. Ela dormiu em casas de pessoas desconhecidas e, em troca, apresentava dois espetáculos, um como palhaça e um teatro lambe-lambe. Pequenas grandes histórias, detalhes, sabedorias e importantes miudezas estão na obra, que tem cheiro de café e cantiga de roda.
Viagem ao centro da Terra (Editora Zahar, 280 páginas, R$ 39.00 e e-book R$ 19.90, tradução de Jorge Bastos), de Jules Verne, faz parte da Coleção Clássicos da Zahar e, em edição bolso de luxo, traz a fantástica expedição do geólogo e mineralista Otto ao interior do planeta. Texto integral, breve apresentação e cerca de vinte ilustrações originais de 1867 estão nesta edição de capa dura e formato que facilita muito a leitura.
Scar Tissue (Editora Belas Letras, 368 páginas), de Anthony Kiedis com Larry Sloman, best-seller do New York Times, traz as memórias do lendário vocalista da banda Red Hot Chili Peppers. É uma história de devastação, dedicação, intriga, integridade, imprudência e redenção, que só poderia ter saído do mundo do rock e que expõe a alma de Anthony Kiedis. A revista Rolling Stone considerou o livro como uma das melhores biografias de astros do rock and roll.
 

A felicidade após o divórcio

Como todos sabem, o divórcio é das experiências mais traumatizantes e difíceis para os seres humanos, ao lado de perda de filhos ou entes queridos, sequestros, doenças graves, mudança de padrão de vida, aborto, perda de emprego e tantos outros percalços que a vida nos apresenta. Divórcios têm sido mais frequentes no Brasil e no mundo das últimas décadas e livros jurídicos e de outras áreas têm sido publicados, na tentativa de auxiliar os milhões que atravessam o fim de um casamento ou de uma relação estável. Algumas obras enfrentam os lados mais práticos e realistas da questão e outras se preocupam com a delicadeza e a fragilidade das relações humanas.
Divórcio - A construção da felicidade no depois (Editora Albatroz, 122 páginas), de Juliana Silveira, 37 anos, relações públicas, divorciada e mãe de dois filhos, apresenta 34 crônicas que retratam sua experiência com o divórcio e a busca da felicidade numa nova constelação familiar. Juliana retrata as dores e as culpas que passou como mãe e profissional e conta sobre sua trajetória, relatando que as crônicas tiveram origem no projeto New Families - Cuidado Compartilhado. O projeto foi idealizado junto com uma nova família e a criação de um blog e agora segue com a publicação do livro.
Há muitos livros jurídicos sobre divórcios e separações e surgiram obras com inspiração na psicologia e modelos comportamentais sobre o tema que ganha cada vez mais importância, em vista das mudanças ocorridas na sociedade e nas famílias, especialmente depois da revolução sexual dos anos sessenta, da ascensão do feminismo e das alterações no mercado de trabalho e no convívio social. Atualmente o divórcio é visto com mais naturalidade e mesmo no âmbito das religiões a questão tem sido encarada de forma mais flexível.
Em suas crônicas, Juliana, em síntese, revela que o fim de um casamento não é o fim da família e que é preciso exercer resiliência, saber perdoar e compreender, para o benefício e felicidade de todos os envolvidos. Para ela filhos de pais separados não devem ser considerados problemáticos e pessoas divorciadas devem ser vistas mais como inconformadas do que como fracassadas. Juliana fala sobre a entrada de uma nova pessoa, um padrasto ou uma madrasta, na família e das possibilidades de construir uma família até mais feliz do que a anterior. Cair e levantar, seguir em frente, aprender todos os dias e buscar solução para os problemas da guarda compartilhada e tantos outros. Na aventura louca da vida, em meio aos problemas do trabalho, às chateações da TPM e à correria do dia a dia, Juliana vai falando sobre começo e fim, sobre recomeço e sobre maneiras de viver de modo mais pleno e feliz.
Famílias podem ser monoparentais, comunitárias, arco-íris, contemporâneas e de outras formas, com suas dificuldades, erros e acertos, com suas semelhanças e diferenças humanas. Tão humanas quanto são as tristezas, as alegrias e as restruturações de todos nós.
 

a propósito...

Uma separação ou um divórcio, na medida do possível, não devem ser vistos como uma vitória ou um fracasso, de um ou de outro. Ou dos dois. Melhor não buscar culpados ou inocentes e melhor pensar que os filhos merecem proteção e atitudes corretas. O tempo também precisa fazer seu imprescindível papel. As cabeças e os corações das pessoas não são tão rápidos como elas gostariam e talvez seja melhor assim. Construção, destruição, reconstrução, a vida e a fila andam. No andar da vida, no fim das relações, convém sair melhor do que quando a gente se aproximou do outro. Isso disse a Madre Teresa, que sabia tudo de amor a Deus e ao próximo. Somos mesmo anjos de uma asa só, que precisam dos outros para voar.
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