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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de março de 2018.

Jornal do Comércio

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Jaime Cimenti

Livros

Notícia da edição impressa de 16/03/2018. Alterada em 15/03 às 17h37min

Bíblia diferente

Detalhe da capa do livro

Detalhe da capa do livro


REPRODUÇÃO/JC
Bíblia Visual com infográficos (Sociedade Bíblica do Brasil, 1248 páginas, R$ 114,90), com nova tradução na linguagem de hoje, é, sem dúvida, uma publicação inovadora e surpreendente do "Livro dos Livros". Com mais de 350 infográficos em cores para ajudar o leitor a conhecer mais profundamente a Palavra de Deus de uma forma interativa e dinâmica, a obra segue a orientação de estudos que comprovam que 83% do aprendizado humano acontece visualmente. Ou seja, com textos e imagens podemos aprender mais e melhor.
Nesta singular edição da Bíblia, infográficos resumem e ilustram partes das Escrituras usando listas, tabelas, gráficos e outras representações visuais. Isto é um estímulo, inclusive, para o leitor entrar em contato com partes da Bíblia que nunca tinha se aventurado antes a ler. Cada infográfico está relacionado a uma passagem das Escrituras. Adicionalmente, a obra apresenta 20 mapas coloridos, distribuídos ao longo do texto, com princípios e informações importantes.
Nas primeiras páginas da edição está uma prática e informativa Linha do Tempo básica da Bíblia, contemplando desde a Criação (data desconhecida) até a conquista da terra de Israel pelo Império Romano, em 63 a.C. Guia rápido e fatos importante sobre a Bíblia estão no volume, juntamente com informações detalhadas sobre as várias traduções do Livro Sagrado para grego, latim e português. A primeira tradução para o português foi de João Ferreira de Almeida, que passou por diversas revisões. A Nova Tradução na linguagem de hoje foi lançada em 2000.
Como se vê, esta nova edição da Bíblia foi elaborada para facilitar a leitura do texto sagrado, tornando-o atraente com o uso dos infográficos e, ao mesmo tempo, proporcionando aos leitores novas compreensões sobre a Palavra de Deus. De modo objetivo, informativo e compreensível, com linguagem simples, dinâmica e clara, esta edição da Bíblia se destina a alcançar todas as pessoas.
Nas páginas finais, os leitores podem sabe por que ler a Bíblia, quem é Deus, como é que o pecado nos separa de Deus, quem é Jesus Cristo, como podemos ser perdoados e viver para Deus, o que é oração, por que ir à Igreja, qual o plano de Deus para a salvação e o que é fé. Visão geral da Bíblia, conteúdo e índices dos quadros e mapas completam a obra.

lançamentos

A fábula das abelhas ou Vícios privados, benefícios públicos (Editora Unesp, 414 páginas), de Bernard Mandeville (1670-1733), filósofo, médico, economista político e satirista, causou forte impacto no século XVIII. Ataques e elogios vieram para o livro, que é decisivo para o pensamento das luzes, lançando as bases da ciência da natureza humana e tratando dos efeitos dos atos privados e individuais na sociedade. A obra marca o advento da economia política.
História do Homem - Nosso lugar no universo (Pandorga, 192 páginas), de Edmac Trigueiro, apaixonado por História, autor dos livros História do universo e História da vida, trata desde o início do universo - o big bang - até os humanos modernos. Como surgiu o universo? Como surgiu a vida? Como surgiu o homem? Essas e muitas outras questões estão na obra de Trigueiro, que , segundo ele, têm algumas respostas na ciência.
Curadoria em artes visuais - um panorama histórico e prospectivo (Santander, 136 páginas), organizado pela professora, curadora e pesquisadora Fernanda Albuquerque e pela curadora e crítica Gabriela Motta, resultou do Seminário Curadoria em Artes Visuais do Santander Cultural. André Venzon, Cauê Alves, Ceres Storchi, Frederico Morais, José Augusto Ribeiro, Marília Panitz, Marta Mestre e outros refletiram sobre prática e pensamento curatorial na atualidade.
 

A individualidade hoje

Há milênios, os seres humanos se perguntam quem são, de onde vieram e para onde vão. Séculos e séculos de estudos científicos e de percursos das ciências humanas não conseguiram, ainda, dar respostas definitivas para as eternas questões que seguem desafiando a sensibilidade e a inteligência das pessoas. Muitos acham até melhor que essas indagações fiquem em aberto e entendem que jamais teremos respostas finais. Muitos pensam que filosofar é perguntar e que não devemos ter a pretensão de saber tudo sobre todos os mistérios da vida.
Vivemos em tempos de muitas e rápidas mudanças. O mundo nunca mudou tanto e tão rápido. Para o bem e para o mal, vivemos hoje rodeados pela incerteza, num cenário impreciso, em contínua construção; e seguimos perguntando quem somos, que lugar ocupamos no planeta e qual nosso destino.
A individualidade numa época de incertezas (Zahar, 192 páginas, R$ 59,90 impresso e R$ 44.90 e-book, tradução de Carlos Alberto Medeiros), do grande pensador polonês Zygmunt Bauman ( 1925-2017) e do professor doutor em Teoria Literária estoniano Rein Raud, em forma de profundo e envolvente diálogo, trata de individualidade em cenários imprecisos e em contínua construção.
Bauman é um dos maiores sociólogos e filósofos de nossos tempos e notabilizou-se por falar, em mais de 40 livros publicados no Brasil pela Zahar, sobre as relações afetivas nos dias que correm. Em seu best-seller Amor líquido, obra referencial para entender nossos relacionamentos, Bauman trabalhou o conceito de modernidade líquida e analisou com competência temas contemporâneos.
Raud é professor de estudos japoneses na Universidade de Helsinque, Finlândia, e tem artigos e livros acadêmicos publicados em diversos países. Raud é também poeta, tradutor e autor de ficção premiado.
Em A individualidade numa época de incertezas, os dois autores dialogam sobre o conceito de individuação, tão importante para nós. Eles refletem sobre como nos percebemos nesse mar de mudanças rápidas em que estamos imersos. À luz da sociologia, filosofia, teoria cultural e também da literatura, os dois pensadores investigam como a individualidade se constituiu em diversas épocas e tradições.
Eles examinam como a individualidade foi construída e desconstruída na vida social - seja por meio da linguagem, dos esforços de autorrepresentação, das tentativas de autorrealização, bem como pela interação com outros. Eles retomam temas importantes da obra de Bauman, como destino, escolhas e liberdade. Como surgiu a individualidade? Será que ela segue o mesmo padrão em diferentes pessoas, culturas e faixas etárias? Ou é uma construção sociocultural que não pode ser entendida fora do contexto histórico? Essas e outras questões fundamentais são debatidas no livro.
Os selves na linguagem, na atuação, na autorrealização, nas conexões e a própria constituição dos selves são estudados nos densos diálogos da obra, que ao final apresenta muitas referências bibliográficas e índice remissivo.
 

a propósito...

Sabemos bem que nunca foi fácil ser humano e, pensando bem, nem deveria ser. Cada período histórico tem suas peculiaridades e desafios. Em nosso tempo de alta tecnologia, redes sociais dominando a cena e muitos instrumentos para exercer a criatividade, tudo combinado com diversidade e mobilidade sociais inéditas, é claro que a individualidade é diferente. A notícia boa é que temos imensa liberdade para expressões e discussões que jamais aconteceriam em outros períodos da história. É evidente que jamais teremos respostas finais e inalteráveis. Isso é bom. Seria tedioso saber de tudo e viver sem sonhos, perguntas, poemas e mistérios. Somos eternos mestres e alunos e somos, no dizer do Arquipoeta de Colônia, como um fluxo de rio mutante sob um céu imutável. (Jaime Cimenti)
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