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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a Palavra

Notícia da edição impressa de 19/03/2018. Alterada em 19/03 às 19h54min

Jasmine planeja expansão global

FRANCISCO MORAIS/JASMINE ALIMENTOS/DIVULGAÇÃO/JC
Carolina Hickmann
Enquanto algumas multinacionais lutam para se inserir no mercado de alimentação saudável por ele representar uma megatendência, a Jasmine Alimentos pensa em aumentar a sua produção para iniciar expansão internacional. Este movimento, segundo o CEO da marca, Jean-Baptiste Cordon, deve acontecer nos próximos meses.
A Jasmine está presente em cerca de 40 mil estabelecimentos no País, número atingido após crescimento de 15% no ano passado. Os planos de expansão da empresa de alimentação saudável incluem a meta de atingir 100 mil estabelecimentos nos próximos três anos. Para concretizar esses objetivos, a marca aposta no engajamento do seu pessoal em um mercado que exige atualizações constantes. Cordon destaca que, só a partir de uma boa relação com os funcionários, é possível atingir o público, que está cada vez mais exigente.
A Jasmine criou recentemente a Open Table - plataforma de inovação da empresa. De acordo com Corson, a iniciativa não só visa estimular o mercado de alimentação saudável, como também garante que os gestores da marca mantenham-se atualizados para que não haja a possibilidade de desvio de objetivos.
JC Empresas & Negócios - Como tem se comportado o mercado de alimentação saudável?
Jean-Baptiste Cordon - Há 28 anos, trabalhamos para desenvolver o mercado de alimentos saudáveis. Nos últimos cinco anos, esse segmento passa por um verdadeiro boom, apesar do movimento reverso da economia. Qualquer pessoa que presta atenção nas gôndolas do supermercado percebe que os produtos de alimentação saudável ganham cada vez mais espaço. Vendo a gôndola, entendemos o que está acontecendo. É difícil retratar o que está acontecendo na categoria fora deste espaço.
Empresas & Negócios - O potencial de crescimento da demanda por este tipo de alimentação segue significativo?
Cordon - É um mercado que cresce na casa dos 50% ao ano. O que observamos pela expansão da distribuição dos nossos produtos - ou seja, o número de pontos de venda onde você consegue encontrar a Jasmine - foi um crescimento de 15% no ano passado. É um ritmo acelerado. Nos próximos três anos, com certeza, mais de 100 mil pontos de vendas contarão com produtos Jasmine. Isso significa que há demanda, e é nossa obrigação fornecer produtos cada vez mais diversos. Daqui a três anos, esta meta é bastante factível. Hoje, estamos presentes em cerca de 40 pontos.
Empresas & Negócios - E a presença internacional?
Cordon - Existe o projeto, a questão agora é conseguir suprir a demanda. Pensando nisso, investimos fortemente em nosso processo de industrialização. Temos agora duas fábricas rodando em Curitiba para justamente tentar suprir esses pedidos que já vêm dos países latinos, dos países centro-americanos e dos Estados Unidos. Nos próximos meses, devemos anunciar a nossa internacionalização.
Empresas & Negócios - Neste cenário, quais são os desafios?
Cordon - O principal desafio da marca é executar tudo aquilo que vem sendo solicitado a nós. Se escutarmos o que o consumidor e compradores querem em termos de comunicação e informação do produto, das redes de autosserviço e de conveniência, a demanda cresce muito rapidamente. A situação é essa: tínhamos uma demanda volátil, e agora ela é bastante consolidada. Então o principal desafio é acompanhar todas essas tendências, as exigências e desejos do consumidor - mesmo em um nicho que já é megatendência por si. O principal desafio é fazer com que a organização acompanhe essas transformações, que são muito velozes.
Empresas & Negócios - Qual a estratégia para estar a par destas novidades?
Cordon - Lidamos com pessoas superengajadas em nossa empresa. Fizemos uma pesquisa interna com todas as empresas do grupo Nutrition&Santé (controladora da Jasmine), que apontou que a companhia é a melhor delas para se trabalhar. Então, acredito que isso mostre que estamos fazendo alguma coisa legal. O engajamento das pessoas é importante, e só podemos obtê-lo compartilhando uma visão muito clara sobre o mercado e o que queremos. Dividir o mercado em portfólios e categorias simples de entender - seja o açúcar, o sem glúten, o orgânico ou o vegano - faz diferença. Assim conseguimos nos posicionar como prestador de serviços e soluções para o varejo, e não meramente um vendedor.
Empresas & Negócios - Quais os produtos de maior demanda da marca?
Cordon - Temos produtos carros-chefes em todas as nossas categorias: desde biscoitos e cereais matinais até nossa linha gourmet com produtos orgânicos. Uma linha muito importante é a de bebidas vegetais e sucos orgânicos, lançada no ano passado. A que, nos últimos tempos, tem maior destaque é a padaria, por ter o maior crescimento em linhas gerais. Só no ano passado, houve mais de 100% de crescimento, devido à alta demanda por produtos sem glúten. O pão, particularmente, por sua característica longa-vida, permite que a gente abasteça o Brasil inteiro. Essas questões distanciais são fundamentais quando falamos do mercado brasileiro e nas possibilidades de capilaridade de um produto.
Empresas & Negócios - Recentemente, a Jasmine lançou uma aceleradora?
Cordon - A Jasmine, sozinha, não pode tudo. Então desenvolvemos a Jasmine Open Table, lançada no ano passado, que é uma plataforma de inovação aberta que visa estimular a inovação nas FoodTechs e criar soluções para alimentos, além de ter foco na educação alimentar. Foram selecionados em torno de 10 projetos para os quais emprestados o know how da Jasmine em diversas áreas, seja qualidade ou planejamento. Assim fomentamos o mercado ainda mais, já que precisamos de marcas boas e fortes ao lado da Jasmine. Além disso, essa iniciativa é excelente para manter os nossos gestores em contato com inovações para que não haja a possibilidade de perda de foco.
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