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Porto Alegre, terça-feira, 06 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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governo federal

Notícia da edição impressa de 07/02/2018. Alterada em 06/02 às 22h38min

Palácio quer que PTB substitua indicação de Cristiane Brasil para Ministério do Trabalho

A avaliação, feita de maneira reservada por assessores e auxiliares presidenciais, é de que, mesmo que consiga assumir a pasta, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) continuará a causar desgaste ao presidente Michel Temer (PMDB). O inquérito que a investiga por suspeita de associação ao tráfico de drogas durante a campanha eleitoral de 2010 foi remetido à Procuradoria-Geral da República, que dará prosseguimento a ele mesmo que o Supremo Tribunal Federal (STF) permita a posse da parlamentar.
Para a equipe presidencial, as críticas à filha de Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, que antes eram restritas à esfera trabalhista, ganharam mais peso com a revelação da investigação, agravando o impacto político de uma nomeação da parlamentar sobre a imagem do presidente, cujo índice de rejeição já é alto. Em conversas reservadas, o peemedebista tem reconhecido que a situação da deputada federal é difícil, mas pondera que a decisão deve partir do presidente nacional do PTB. Ele avalia que, às vésperas da votação da reforma previdenciária, não é o momento de melindrar um partido da base aliada. "A indicação é do PTB. É o PTB que tem que, se for o caso, avaliar se quer ou não quer continuar", disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB). Se o PTB abrir mão de Cristiane Brasil, o principal cotado para a pasta é o deputado federal Alex Canziani (PTB-PR).

Cristiane Brasil não vai à Câmara para evitar desgaste


Impedida de tomar posse como ministra do Trabalho, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) decidiu não retornar aos trabalhos na Câmara esta semana, na véspera do Carnaval. 
Segundo a reportagem apurou, ela foi aconselhada por assessores a ficar longe de Brasília para evitar novos desgastes com a opinião pública.

Parlamentares do PTB, no entanto, chegaram a fazer um apelo para que ela e o pai, Roberto Jefferson, participassem da reunião da bancada marcada para esta terça-feira, 6. A avaliação de alguns deputados é que o caso já gerou muito ônus à imagem do partido e que ideal seria indicar outro nome para o cargo.

Além de a posse de Cristiane estar barrada pela Justiça há um mês, no final de semana surgiram novas acusações contra Cristiane que ampliaram o imbróglio em torno da indicação. Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo no último sábado, Cristiane é alvo de um inquérito que apura suspeitas de associação com tráfico durante a campanha eleitoral de 2010.


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