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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Alemanha

Notícia da edição impressa de 22/02/2018. Alterada em 21/02 às 20h57min

Jornal registra cachorro para votar sobre coalizão do Social-Democrata

Animal gerou polêmica no pleito

Animal gerou polêmica no pleito


/REPRODUÇÃO/JC
Uma cadela de três anos chamada Lima-boquiaberta e vestida para o frio com um cachecol vermelho pode ajudar a decidir se a Alemanha terá um novo governo, afirma o tabloide Bild. O jornal registrou a cachorra para votar por correio em uma consulta entre os militantes do Partido Social-Democrata SPD), que decidem nas próximas semanas se aprovam uma coalizão com a União Cristã-Democrata (CDU) da chanceler Angela Merkel e a União Cristã-Social (CSU). O país pode ter de voltar às urnas se não houver acordo.
A cachorra Lima chegou, inclusive, a receber as cédulas para votar, além de panfletos das diversas facções do partido. Sua idade aparece na ficha como 21 anos, a partir do cálculo de conversão entre anos caninos e anos humanos. O Bild não ressalta, porém, que, apesar de o animal ter sido cadastrado como militante, terá de enviar um documento autenticado com seu voto.
"Não é sobre a cachorra Lima, mas sobre como nós do Bild provamos quão propenso à falsificação é o voto dos membros do SPD", explicou um porta-voz do tabloide. A história fez com que o partido tenha sido forçado a ir a público para esclarecer que a cachorra não poderá participar da consulta. "Um cão não pode votar," disse Andrea Nahles, que deve substituir Martin Schulz na direção do SPD. O partido indicou que pode acusar o Bild de falsificar a identidade e de divulgar informações falsas.
A votação sobre uma aliança ocorre cinco meses após os alemães irem às urnas, em 24 de setembro, mas, como de costume no país, nenhum dos partidos teve votos o suficiente para governar sozinho.
 
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