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Porto Alegre, terça-feira, 27 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

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Segurança Pública

Notícia da edição impressa de 28/02/2018. Alterada em 27/02 às 23h31min

Na posse em novo ministério, Jungmann critica classe média por financiar o tráfico

Jungmann prometeu combate ao crime com respeito aos direitos humanos

Jungmann prometeu combate ao crime com respeito aos direitos humanos


ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
O novo ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou ontem, durante sua posse no Palácio do Planalto, que parte da população do Rio de Janeiro clama pelo fim da violência, mas, ao mesmo tempo, financia o crime organizado por meio do consumo de drogas. "Me impressiona o exemplo do Rio de Janeiro, de, durante o dia, (as pessoas) clamarem contra a violência, contra o crime, e, à noite, financiarem esse mesmo crime através do consumo de drogas", disse Jungmann, que falou sobre a "frouxidão de valores" que levaria a classe média ao consumo de entorpecentes.
O ministro declarou, ainda, que a nova pasta vai "combater duramente o crime organizado, sem desrespeitar a democracia e os direitos humanos". Sem citar nomes, Jungmann disse que "existem aqueles que propõem combater o crime através da barbárie". "O Estado e a sociedade não podem se equiparar ao crime organizado, sob pena de a ele se igualar. Temos que combater dentro da lei e do respeito aos direitos humanos, e disso não abrimos mão", garantiu.
Em discurso durante a cerimônia no Planalto, o presidente Michel Temer disse que o governo não atuará apenas no Rio de Janeiro, uma vez que a ajuda federal é solicitada em todo o País. Para ele, a intervenção é "democrática" e "civil", e pode se estender a outros estados.
O presidente disse que irá se reunir amanhã com governadores para discutir medidas de redução da violência. "Chamei os senhores governadores para fazermos uma reunião, e, pontualmente, vamos verificando caso a caso", concluiu.

Comandante do Exército diz que nove meses é pouco para intervenção atingir as causas da violência

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, concedeu entrevista ontem, em Brasília, na qual afirmou que o período de intervenção federal por meio do Exército no Rio de Janeiro - até o final do ano - é "insuficiente para que se possa atingir com profundidade as causas que levaram a este estado de coisas".
Segundo o general, a intervenção no Rio é "administrativa e operacional". O militar ressaltou, no entanto, que ela sozinha não resolve o problema. "Necessita também ser acompanhada de medidas estruturais do ponto de vista econômico e social, com capacidade de mudar a realidade da população que vive naquela comunidade", explicou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade da ocorrência de uma carnificina envolvendo moradores, Villas Bôas apontou que o risco de a população ser atingida em uma troca de tiros de fuzil entre policiais e bandidos "sempre existe". O general ressalvou, no entanto, que, para evitar que este tipo de coisa aconteça é que "são tomadas medidas muito extremas, chamadas de regras de engajamento, nas quais cada militar sabe exatamente como deve se portar em situações eventuais para evitar, exatamente, atingir a população".
Em sua fala, o comandante pregou ainda necessidade de total apoio do Poder Judiciário e do Ministério Público às ações a serem realizadas "para proporcionar condições para atingirmos o âmago do crime organizado". Ele lembrou que, no caso de Nova Iorque, que também enfrentou problema de criminalidade, "a situação foi modificada pela ação da Justiça e não propriamente da polícia".
Quem também concedeu entrevista coletiva ontem foi o interventor federal na segurança do Rio de Janeiro, general Walter Braga Netto. Segundo ele, o Rio é um "laboratório para o Brasil" no que diz respeito à integração das forças de segurança federais e estaduais, e que, em seu gabinete, há representantes de todos os órgãos do setor. Ele afirmou que a intervenção fará um "trabalho de gestão" da segurança pública, abrindo uma "janela de oportunidades" para o estado.
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