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Porto Alegre, terça-feira, 27 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

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Transporte

Notícia da edição impressa de 28/02/2018. Alterada em 27/02 às 21h53min

BikePOA amplia o serviço em Porto Alegre

Novo sistema possui tecnologia canadense e modelo diferente de estações

Novo sistema possui tecnologia canadense e modelo diferente de estações


BRAYAN MARTINS/PMPA/JC
Isabella Sander
O BikePOA, sistema de aluguel de bicicletas, voltará a funcionar a pleno em Porto Alegre. A primeira fase de implantação foi entregue ontem, com 11 estações e 110 veículos. Até abril, a previsão é instalar 41 estações, com 410 bicicletas no total. O número de equipamentos se manterá o mesmo do contrato anterior, mas a quantidade de vagas nas estações aumentará de 500 para 730, a fim de sanar um problema levantado por usuários, que, muitas vezes, retiravam a bicicleta e, ao chegar a outra estação, não encontravam vaga para devolvê-la.
Com a transição entre sistemas e contratos, os últimos meses foram de pouca manutenção e algumas estações inativas. A partir de agora, no entanto, o patrocinador do serviço, Itaú, e a operadora, Tembici, prometem um modelo mais eficiente e seguro. 
Segundo o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Marcelo Soletti, as novas bicicletas, com tecnologia canadense, são mais robustas e leves, e as estações, melhores. "O modal de bicicleta tem aumentado seu número de usuários, e, por isso, esse investimento é importante. O sistema BikePOA é um sucesso", pontua. Em pouco mais de cinco anos de operação, Soletti calcula que mais de 1 milhão de viagens foram realizadas por 210 mil inscritos.
Uma novidade é a possibilidade de usar o cartão TRI para retirar a bicicleta. Porém, não será possível utilizar o mesmo crédito. O TRI será um suporte físico para os créditos, que devem ser comprados especificamente para o BikePOA, no site https://bikeitau.com.br/.
Mesmo quem já era usuário precisa fazer um novo cadastro no site, contratar um plano de um dia (R$ 8,00), três dias (R$ 15,00), um mês (R$ 20,00) ou um ano (R$ 160,00), e, caso queira, vincular o número do TRI à sua conta no sistema de aluguel de bicicletas. Dessa forma, será possível alugar os modais também nas outras cidades onde o Itaú opera o sistema - Rio de Janeiro, São Paulo e Recife.
Duas questões muito criticadas pelos usuários do BikePOA eram os problemas de manutenção, o que gerava dificuldade, por exemplo, para retirar e devolver as bicicletas, quando as travas das estações não funcionavam, e o número limitado de vagas. Simone Gallo, gerente de Relações Institucionais do banco, garante que tudo foi solucionado.
"O novo modelo das estações permite colocar desde dez posições até infinitas, porque as vagas são separadas, e não mais unidas por uma barra. Isso facilita, porque conseguimos analisar o fluxo de entrada e saída, e, se percebermos que há um maior volume de devoluções em um local e menor em outro, ajustar o modelo", explica.
 

Cicloativista elogia modais e pede mais atenção à rede de ciclovias em Porto Alegre

O novo modelo foi aprovado pela cicloativista Tássia Furtado, de grupos como o Mobicidade e o Bike Anjo. "Fizemos uma análise das bicicletas e de alguns pontos em que elas seriam colocadas, e percebemos que os modais estão mais robustos e com uma ergonomia melhor, atendendo tanto pessoas mais baixas quanto mais altas", observa. A ciclista também percebeu que a estrutura do equipamento é mais rígida, aumentando a segurança de quem está pedalando. Com a possibilidade de uso do TRI, Tássia acredita que a demanda de usuários vai aumentar.
Para a cicloativista, o sucesso do BikePOA mostra que as pessoas estão querendo pedalar, porque procuram o modal mesmo com a escassa malha cicloviária de Porto Alegre - hoje, dos 495 quilômetros previstos no Plano Cicloviário, menos de 40 quilômetros foram concluídos. "Agora, com a estratégia da Tembici de colocar as estações mais próximas umas das outras, projetamos que as pessoas usem mais a bicicleta", estima.
Tássia afirma que há ciclovias bem feitas na cidade, mas que as pessoas não têm acesso a elas. "Na avenida Ipiranga, por exemplo, nem mesmo o estudante da Pucrs consegue usá-la, porque não tem como descer da ciclovia e acessar a universidade", destaca. Ela explica que a ciclovia deve ser pensada como um espaço para quem está começando e ainda não se sente seguro. Também salienta que a prefeitura precisa cobrar que viaturas, carros e lotações não parem em cima das vias exclusivas para os modais.
O diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, assegura que o órgão está trabalhando para entregar a ciclovia da Ipiranga, que, atualmente, recebe obras através de contrapartida em um trecho de 350 metros, na região da rua Silva Só. A ciclovia da avenida Goethe, que terá 650 metros, entre as ruas Liberdade e Mostardeiro, deve ser entregue em breve. "Estamos avaliando a colocação de novas ciclovias, dentro da ideia de estruturação de uma rede mais central, que conecte as áreas exclusivas, e, nos próximos meses, já devemos externar o estudo", promete.
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