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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

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Transporte

Notícia da edição impressa de 16/02/2018. Alterada em 15/02 às 23h02min

Ciclovia da Ipiranga avançará mais 350 metros

Obra será paga pela Melnick Even, em contrapartida a empreendimentos

Obra será paga pela Melnick Even, em contrapartida a empreendimentos


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Igor Natusch
Quase seis anos e meio depois do início das obras, a ciclovia da Ipiranga, em Porto Alegre, dá mais um passo rumo à tão esperada conclusão. Na última quinta-feira, tiveram início as obras em um novo trecho, entre a avenida Silva Só e a rua João Guimarães. É um pedaço pequeno de pista, de cerca de 350 metros, mas, ainda assim, é um avanço: trata-se da primeira ampliação na pista para ciclistas em mais de dois anos. A obra terá custo em torno dos R$ 650 mil, bancados pela construtora Melnick Even, como contrapartida aos empreendimentos Grand Park Lindoia e Hom Nilo Peçanha.
De acordo com o arquiteto Antônio Vigna, gerente de projetos especiais da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o prazo para conclusão fornecido pela Procon Construções, que tocará a obra, é de 90 dias. Porém, o órgão trabalha com um prazo mais longo, de até 180 dias, levando em conta atrasos causados por condições climáticas e outros imprevistos.
Com o acréscimo do novo trecho, ficarão faltando pouco mais de dois quilômetros para a conclusão do projeto original, uma vez que seguirá pendente o trecho entre a João Guimarães e a Salvador França, na Terceira Perimetral. A previsão original é de 9,4 quilômetros de pista exclusiva para bicicletas. "Todas as contrapartidas cicloviárias previstas em empreendimentos (na Capital) estão sendo direcionadas para a conclusão da ciclovia da Ipiranga", garante Vigna. A EPTC, porém, não dá prazos para a entrega definitiva da ciclovia. A estimativa é de que mais R$ 2,8 milhões sejam necessários para concluir as intervenções.
No trecho já concluído, que se inicia na avenida Beira-Rio, é possível constatar uma série de imperfeições e áreas necessitando de reparos. Vigna afirma que os reparos pontuais são feitos frequentemente, mas que a política da EPTC tem sido privilegiar os problemas de maior gravidade, como buracos e queda de taludes. Outras correções, como reparos na pintura e nas rachaduras na pista, estão sendo contingenciadas, dentro da política de poucos gastos da prefeitura de Porto Alegre. "São problemas que deixam a via esteticamente feia, mas que não comprometem sua utilização", argumenta Vigna.
As obras na ciclovia da Ipiranga começaram em 2011. O primeiro trecho, inaugurado quase um ano depois, também não era muito extenso, com 416 metros. Desde outubro de 2015, quando foi entregue o mais recente trecho de pista, uma série de indefinições envolve as contrapartidas necessárias para o trecho restante. O Grupo Zaffari foi demandando pela prefeitura, durante anos, para realizar as obras pendentes, mas afirma que realizou o projeto executivo de toda a ciclovia e que uma "desinformação" deu a entender que cabia a ela o compromisso da execução. Um possível acordo envolvendo as obras do futuro Hub da Saúde, no bairro Teresópolis, não teve avanços, e a EPTC chegou a cogitar bancar com recursos próprios o restante da empreitada, antes que as dificuldades financeiras alegadas pela prefeitura engavetassem a ideia.
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