Porto Alegre, quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

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Inovação

Notícia da edição impressa de 23/02/2018. Alterada em 22/02 às 18h10min

Delivery Center propõe novo modelo de telentrega

Blazoudakis destaca que a integração de diferentes negócios é uma tendência forte no setor

Blazoudakis destaca que a integração de diferentes negócios é uma tendência forte no setor


/LUIZA PRADO/JC
Porto Alegre será o ponto de partida de uma nova proposta na área de entrega expressa de comida pronta. A partir de março, deve entrar em operação o Delivery Center, reunindo diferentes opções de restaurantes, pizzarias, lancherias e hamburguerias em uma mesma sede física. O modelo permitirá que o público escolha produtos variados em uma mesma encomenda e acompanhe o tempo previsto para a produção e a chegada da entrega. O serviço já funciona em caráter experimental no Food Park - um complexo no bairro Santana com sete food trucks, aberto ao público em novembro, com opção de tele-entrega desde janeiro, e projetado para operar até o inverno deste ano. A sede principal do Delivery Center, na avenida Protásio Alves, está em fase final de construção e terá 21 unidades - 15 cozinhas e opções de farmácia, loja de conveniência e minimercado. Também haverá uma central de pedidos para integrar as lojas e a praça de alimentação do Shopping Total; e uma outra sede na Terceira Perimetral, no Alto Petrópolis, com 20 unidades.
Empresas como Mix Natural e Cachorro-Quente do Rosário vão se instalar na sede central, na qual terão à disposição cozinha própria e espaço de coworking. "O escritório é compartilhado, assim como a logística de entrega. Ou seja, eles têm escritório e cozinha, em um ambiente mais profissional. Juntar as empresas dará uma performance mais alta. A tele-entrega já dobrou o faturamento no Food Park", destaca o fundador do Delivery Center, Andreas Blazoudakis, também cofundador da empresa de tecnologia Movile.
No projeto, cada sede da empresa terá em torno de quatro quilômetros de alcance, para atender 100 mil pessoas, ou 35 mil pedidos por mês. Ao todo, 250 pessoas - 100 delas, motoboys - vão trabalhar em cada prédio. Será possível encomendar e receber na mesma remessa um hambúrguer, um cachorro-quente e uma pizza, por exemplo. WhatsApp, Facebook e telefone serão os canais de atendimento, além de site e aplicativo próprios.
A busca de comodidade está também no tempo de entrega. Feito o pedido, o cliente receberá um link para um cronômetro com a previsão de chegada dos produtos, incluindo o tempo estimado de deslocamento, com atualização constante. Blazoudakis explica que esse modelo é inspirado nos serviços disponíveis na China, onde a assertividade na previsão do tempo de entrega é um dos principais desafios. "A ideia é dar uma informação mais precisa para o cliente à espera. Não há como operar diferente em alto volume", diz o empresário.
O Delivery Center deverá alcançar outras áreas da cidade, como a Zona Sul, ainda ao longo deste ano. Até 2021, a empresa pretende chegar a 180 unidades em todo o Brasil. A iniciativa pode contribuir para transformar o chamado mercado O2O - sigla para On-line to Off-line. "A diferença do O2O é que, quando o cliente clica fazendo o pedido, algo acontece no off-line. O usuário está on-line, e o serviço é off-line. O sucesso do O2O se baseia na entrega expressa urbana, com itens sendo entregues em uma hora ou, no máximo, no fim do dia", diz Blazoudakis.
A integração de diferentes negócios é uma tendência forte nesse setor, segundo Blazoudakis. "O futuro desse mercado será um aplicativo com acesso a tudo, como se fosse um shopping center: comida, ingressos, táxi, roupas, cinema e passagens, por exemplo. Nos últimos cinco anos, o WeChat, que é como um WhatsApp chinês, colocou 10 milhões de serviços em um único aplicativo", explica.
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