Porto Alegre, quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

COMENTAR | CORRIGIR

Inovação

Notícia da edição impressa de 23/02/2018. Alterada em 22/02 às 19h08min

Startup gaúcha alcança mercado internacional

Braga reforça foco em serviço para incluir PCDs no mercado e diz que, nesse sentido, Brasil está à frente dos Estados Unidos

Braga reforça foco em serviço para incluir PCDs no mercado e diz que, nesse sentido, Brasil está à frente dos Estados Unidos


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Quase sempre, ao ouvir a palavra inovação, o público em geral associa o termo à implantação de novidades tecnológicas. Mas há pelo menos um outro aspecto importante do conceito: a descoberta e a aplicação de soluções para demandas até então despercebidas ou pouco atendidas. A empresa gaúcha Egalitê representa as duas vertentes: especializada em intermediar a ocupação de vagas de trabalho destinadas a Pessoas com Deficiência (PCDs), por meio de ferramentas próprias de internet, a startup vem recebendo prêmios de alcance mundial  e, agora, começa a internacionalizar seus serviços.
Surgida em 2010, a Egalitê já incluiu mais de 5 mil PCDs em empregos em 16 estados do Brasil. O banco de dados do site (www.egalite.com.br) reúne cadastros de 45 mil candidatos, e o número de empresas clientes fica em torno de 300. Os interessados nas vagas preenchem um formulário on-line, e a tabulação das respostas serve para detalhar o perfil da pessoa. "Existia uma visão assistencialista desse mercado. Nosso entendimento é que a inclusão tem que gerar resultados para ambos os lados. Temos que olhar para o potencial do candidato e para a cultura da empresa, identificar de quem ela precisa. Se você olhar só para o currículo (do candidato), vai errar (na escolha)", comenta o CEO da empresa, Guilherme Braga.
O resultado foi a inclusão no mercado de pessoas com todos os tipos de deficiência, preenchendo vagas de diferentes níveis hierárquicos. "Para um grande cliente do varejo, por exemplo, tivemos 700 pessoas incluídas em um ano e meio. E a taxa de rotatividade desses profissionais veio a ser menor que a dos não PCDs", ressalta Braga.
O caráter inclusivo do site e a tecnologia desenvolvida pela Egalitê renderam destaques e prêmios dentro e fora do Brasil. Em 2016, por exemplo, a startup foi considerada pela Fundação Ruderman - entidade norte-americana voltada ao tema da inclusão de PCDs - uma das cinco principais iniciativas da área em todo o mundo. No ano passado, conquistou o prêmio na categoria Prosperidade do Global Grand Challenge Award, da Singularity University, sediada no Vale do Silício (EUA). Em nível nacional, a Egalitê foi classificada entre as 10 startups mais atraentes, em levantamento realizado pelo movimento 100 Open Startups.
Esse destaque vai se traduzir na expansão do alcance da empresa, já selecionada duas vezes para programas do Global Good Fund, voltado ao impulso de empreendimentos. "Estamos em uma fase de transformar o serviço para incluir PCDs e pessoas com mais de 50 anos no mercado norte-americano. Já há empresas interessadas, e é possível que, ainda neste semestre, já tenhamos pessoas incluídas lá", adianta Braga. "O Brasil está na frente dos Estados Unidos, por exemplo, nessa questão de inclusão de PCDs, até pelo fato de aqui haver lei (cotas de vagas) para isso", acrescenta.

Superplayer diversifica serviços de música e tecnologia

Desenvolver produtos e serviços específicos para organizações de diferentes áreas é o foco de muitas startups. Não vem sendo diferente para o Superplayer, que começou em 2013 como plataforma de streaming de música - nos moldes de serviços como Spotify e Deezer - e, hoje, ultrapassa as marcas de 1,5 milhão de usuários cadastrados e de 4 milhões de downloads efetuados.
O site, no entanto, já deixou de ser o único produto da startup, também voltada a trabalhos específicos, como o canal de música da companhia aérea Azul. "Vamos fazendo soluções de música e tecnologia para empresas, como streamings e chatbots para ajudar artistas (como Luan Santana e Thiaguinho) a se comunicarem com seu público", explica o CEO do Superplayer, Gustavo Goldschmidt.
Outra novidade é o Louve, canal de streaming de conteúdo musical evangélico, criado a partir da demanda dos próprios usuários.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia
Antiga p agina Inicial

Acesse o caderno especial online