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Conjuntura

28/02/2018 - 22h59min. Alterada em 28/02 às 22h30min

Rio Grande do Sul tem a terceira maior renda per capita

A renda domiciliar per capita dos brasileiros foi de R$ 1.268,00 em 2017, 3,43% maior que no ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho, porém, tem variações por estado. Em seis deles, houve redução: São Paulo (-0,64%), Pernambuco (-2,29%), Rio Grande do Norte (-8,05%) Roraima (-5,81%), Sergipe (-5,01%) e Alagoas (-0,60%). Em outros, há crescimento, mas abaixo da inflação medida pelo IPCA, que foi de 2,9% em 2017. É o caso, por exemplo, do Rio de Janeiro (1,12%) e Mato Grosso do Sul (0,62%).
A renda domiciliar per capita dos brasileiros foi de R$ 1.268,00 em 2017, 3,43% maior que no ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho, porém, tem variações por estado. Em seis deles, houve redução: São Paulo (-0,64%), Pernambuco (-2,29%), Rio Grande do Norte (-8,05%) Roraima (-5,81%), Sergipe (-5,01%) e Alagoas (-0,60%). Em outros, há crescimento, mas abaixo da inflação medida pelo IPCA, que foi de 2,9% em 2017. É o caso, por exemplo, do Rio de Janeiro (1,12%) e Mato Grosso do Sul (0,62%).
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, e medem a renda mensal per capita por domicílio dos estados brasileiros, sem fazer correções pela inflação. O Rio Grande do Sul tem a terceira melhor renda (R$ 1.635,00), ficando abaixo do Distrito Federal e de São Paulo (ver tabela). 
O desempenho geral ficou bastante abaixo daquele registrado no ano anterior, quando a média nacional avançara 10,1% em relação a 2015, e apenas um estado tivera retração do valor. Entre as unidades federativas, 19 ficaram abaixo da média nacional, e 15 delas registraram renda abaixo do salário-mínimo do País.
A diferença entre estados é grande: a receita per capita no Distrito Federal supera em mais de quatro vezes a renda média do morador do Maranhão.
A massa de salários em circulação na economia cresceu R$ 6,754 bilhões no período de um ano, graças ao aumento no número de pessoas trabalhando.
Na comparação com o trimestre encerrado em outubro do ano passado, a massa de renda real aumentou 1,1% no trimestre terminado em janeiro deste ano, R$ 2,054 bilhões a mais. "O aumento da população ocupada resulta nesse aumento da massa de salários", explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Em um ano, houve criação de 1,848 milhão de postos de trabalho. A massa de renda alcançou R$ 193,827 bilhões. A renda média também ficou maior, com alta de 1,6%, para R$ 2.169,00.
Em relação ao trimestre terminado em outubro, houve aumento de 0,9% no rendimento médio, movimento considerado pelo IBGE não significativo estatisticamente.

Desemprego cai no primeiro mês do ano na RMPA

Após cinco meses de elevação no desemprego, em janeiro houve a primeira queda no número de desocupados, segundo dados coletados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA). No mês, o número total de desempregados foi estimado em 227 mil pessoas na Região Metropolitana da Capital, ou seja, uma redução de 12 mil ante ao mês anterior. A taxa diminuiu de 12,8% em dezembro, para 12,1% no mês atual.
A coordenadora da pesquisa junto ao Dieese, Virginia Donoso, explica que a redução não é típica para o mês, que costuma ser parado no quesito criação de postos em função das férias coletivas empresariais. "Dado o contexto, algumas empresas devem ter aguardado para entender os impactos das mudanças na legislação trabalhista para disponibilizar estes postos de trabalho", avalia.
Este também é o primeiro mês que o setor de serviços alcançou dados positivos na criação de vagas, com registro de 7 mil novos postos que representam alta de 0,8% frente ao mês passado. "O setor tem destaque por abranger um maior número de postos de trabalho, a questão é que estas são ocupações com renda muito abaixo do que já tivemos historicamente", relata Virginia. Ainda assim os segmentos da indústria e do comércio tem números mais expressivos, ao registrar aumento de 10 mil ( 3,7%) e 11 mil (3,2%) postos de trabalho, respectivamente.
Os rendimentos médios, por outro lado, acompanham a lógica de Virginia sobre o segmento de serviços e seguem em níveis considerados baixos pela média histórica. "O trabalhador consome toda a sua renda, se ela está muito baixa não temos gastos expressivos nos três setores da economia para que haja uma retomada efetiva", explica Virginia. Entre ocupados, autônomos e assalariados o maior crescimento foi da última categoria, que atingiu rendimento de R$ 1.939,00 ou 1,8% de aumento.
A PED é realizada há 27 anos e divulga mensalmente dados a longo prazo que contribuem para acompanhar o mercado de trabalho e para a formulação de políticas públicas do Rio Grande do Sul. É a mais antiga pesquisa ininterrupta sobre o mercado de trabalho no Estado; no Brasil, é a segunda mais longeva.
No País, a taxa de desemprego ficou em 12,2% no trimestre encerrado em janeiro, índice igual ao registrado nos três meses encerrados em outubro do ano passado, que servem como base de comparação. Caiu em relação ao ano anterior, quando estava em 12,6%. Há ainda, 12,7 milhões de pessoas desempregadas. No entanto, esse grupo também parou de crescer, tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com um ano antes.

Construção demite 281 mil empregados em um ano

Total de ocupados na atividade encolheu 4% no trimestre até janeiro
Total de ocupados na atividade encolheu 4% no trimestre até janeiro
/ROTTA ELY/DIVULGAÇÃO/JC
A construção cortou 281 mil postos de trabalho no período de um ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O total de ocupados na atividade encolheu 4% no trimestre até janeiro de 2018 ante o mesmo período de 2017.
Também houve corte de vagas no setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com menos 350 mil empregados, um recuo de 3,9% no total de ocupados, e no segmento de transporte, armazenagem e correio, menos 11 mil vagas, redução de 0,3% na ocupação.
Na direção oposta, a indústria criou 558 mil vagas no período de um ano, uma alta de 5,0% no total de ocupados no setor no trimestre encerrado em janeiro ante o mesmo trimestre de 2017. O comércio contratou 186 mil empregados, alta de 1,1% na ocupação no setor.
A atividade de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas - que inclui alguns serviços prestados à indústria - registrou um crescimento de 351 mil vagas em um ano, 3,6% de ocupados a mais.
Também houve aumento no contingente de trabalhadores de alojamento e alimentação ( 316 mil empregados), outros serviços ( 374 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais ( 413 mil vagas) e serviços domésticos ( 265 mil empregados).