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Porto Alegre, terça-feira, 27 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 27/02/2018. Alterada em 27/02 às 09h08min

Gasto de brasileiro no exterior chega a US$ 2 bilhões

Emprego e renda em recuperação contribuíram para o resultado

Emprego e renda em recuperação contribuíram para o resultado


/TREVOR COLLENS/AFP/JC
Os gastos de brasileiros em viagens ao exterior chegaram a US$ 2,002 bilhões em janeiro deste ano. Esse foi o maior resultado desde janeiro de 2015, quando ficou em US$ 2,239 bilhões. Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central (BC).
Em janeiro de 2016, esses gastos ficaram em US$ 1,579 bilhão. Em todo o ano passado, os brasileiros gastaram US$ 19,002 bilhões no exterior. O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que esse aumento das despesas é consequência da alta da renda e do emprego, em recuperação a partir do segundo semestre de 2017.
Rocha disse que a melhora da renda dos brasileiros estimula as demandas interna e no exterior. As receitas de estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 779 milhões no mês passado. Com esses resultados, houve déficit na conta de viagens, de US$ 1,223 bilhão, em janeiro. Nos dados preliminares deste mês, até o dia 22, a conta de viagens ficou negativa em US$ 649 milhões, com despesas de brasileiros no exterior em US$ 1,041 bilhão e receitas de estrangeiro em US$ 491 milhões.

Investimento Direto no País soma US$ 6,466 bilhões

Os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 6,466 bilhões em janeiro. O resultado ficou dentro das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que iam de US$ 3,5 bilhões a US$ 12,2 bilhões, mas muito acima da mediana que indicava expectativa de ingresso de US$ 3,75 bilhões. Pelos cálculos do Banco Central (BC), o IDP de janeiro indicaria entrada de US$ 3,5 bilhões.
A estimativa do BC para este ano, atualizada em dezembro, é de US$ 80,0 bilhões de IDP. No acumulado dos 12 meses até janeiro deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 65,339 bilhões, o que representa 3,17% do Produto Interno Bruto (PIB). Em igual período de 12 meses até janeiro de 2017, a conta somava 4,64% do PIB.
O Banco Central informou que a taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 94% em janeiro. Esse patamar significa que não houve captação de valor suficiente para renovar todas as dívidas que venciam no mês. O resultado ficou abaixo do verificado em janeiro do ano passado, quando a taxa havia sido de 112%.
De acordo com os números apresentados nesta segunda pelo BC, a taxa de rolagem dos títulos de longo prazo, antes chamados de "bônus, notes e commercial papers", ficou em 384% em janeiro. Em igual mês de 2017, havia sido de 9%. Já os empréstimos diretos atingiram 79% no mês passado ante 135% de janeiro do ano anterior. O BC estima taxa de rolagem de 100% para 2018.
O investimento estrangeiro em ações brasileiras somou US$ 4,110 bilhões em janeiro, informou o Banco Central. Em igual mês do ano passado, o resultado havia sido positivo em US$ 962 milhões.
Pelos cálculos do BC, o saldo das operações de investidores estrangeiros no mercado brasileiro de ações será positivo em US$ 5,0 bilhões em 2018.
Já o saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou positivo em US$ 5,968 bilhões em janeiro. No mesmo mês do ano passado, havia ficado positivo em US$ 502 milhões. Para 2018, a estimativa do BC é de saldo neutro nas operações com renda fixa.
 

Setor externo registra déficit de US$ 4,31 bilhões

Após o déficit de US$ 4,327 bilhões em dezembro, o resultado das transações correntes ficou negativo em US$ 4,310 bilhões em janeiro deste ano. O Banco Central (BC) projetava, para o mês passado, déficit em conta de US$ 5,3 bilhões. O número ficou dentro do levantamento realizado pelo Projeções Broadcast, que tinha intervalo de déficit de US$ 6,200 bilhões a US$ 3,500 bilhões, com mediana negativa de US$ 5,063 bilhões. A estimativa atual do BC, atualizada em dezembro, é de que o rombo externo de 2018 seja de US$ 18,4 bilhões.
A balança comercial registrou saldo positivo de US$ 2,398 bilhões em janeiro, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 2,763 bilhões. A conta de renda primária também ficou deficitária, em US$ 4,119 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado ficou negativo em
US$ 3,673 milhões.
Já nos últimos 12 meses até janeiro deste ano, o saldo das transações correntes está negativo em US$ 8,987 bilhões, o que representa 0,44% do Produto Interno Bruto (PIB). Em igual período de 12 meses até janeiro de 2017, o déficit externo era equivalente a 1,31% do PIB.
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