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Porto Alegre, segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Petróleo

23/02/2018 - 10h37min. Alterada em 24/02 às 12h12min

Plataforma P-74 deixa estaleiro no Rio Grande do Sul rumo à Bacia de Santos

P-74 deixou estaleiro da EBR por volta das 6h desta sexta e vai ser usado na exploração do pré-sal

P-74 deixou estaleiro da EBR por volta das 6h desta sexta e vai ser usado na exploração do pré-sal


Sadi Machado/Divulgação/JC
Jefferson Klein e Patrícia Comunello
A plataforma de petróleo P-74 que estava sendo montada no Rio Grande do Sul deixou bem cedo, na manhã desta sexta-feira (23), o estaleiro EBR em São José do Norte. O casco gigante, com 326,2 metros de comprimento e 56,6 metros de largura, se despediu do estaleiro e dos escassos trabalhadores que ainda restam na estrutura por volta das 6h, conforme o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e São José do Norte. 
A encomenda é da Petrobras, que previa a saída até abril. A P-74 tem como destino o campo de Búzios I, no pré-sal da Bacia de Santos. A Petrobras já recebeu licença do Ibama para a instalação da plataforma na área, a cerca de 200 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, a uma profundidade de água de 1,6 mil a 2,1 mil metros. A licença é válida até 18 de outubro de 2021 e permite a instalação também do sistema de coleta e escoamento da produção. A plataforma terá capacidade para produzir até 150 mil barris diários de petróleo e comprimir 7 milhões de metros cúbicos de gás natural ao dia, com uma capacidade de armazenamento da 1,4 milhão de barris. 
"Era para a gente estar festejando, para ter orgulho, pois é a P-74 é fruto do trabalho de milhares de trabalhadores. Mas sentimos tristeza, pois quase todos os 2,4 mil operários já foram dispensados com a conclusão da encomenda", desabafa o vice-presidente do sindicato, Sadi Machado. O sindicalista reforça a incerteza sobre o futuro de novas encomendas e do próprio polo naval, que ressurgiu em 2003 com incentivos e demanda do pré-sal. "Hoje restam apenas 160 empregados no EBR, que devem ser demitidos", projeta Machado. O impacto social deve ser sentido, pois, diz machado, a maioria já fixou residência em Rio Grande.  
Nos últimos meses, à medida que a P-74 ia sendo finalizada, centenas de empregados do EBR foram sendo dispensados. O vice-presidente da entidade estima em 1,5 mil no prazo de seis a sete meses. "Não temos resposta sobre novas construções, apenas os anúncios da direção da estatal de que é caro fazer plataformas no Brasil. Mas, aqui, fizemos oito equipamentos em nove anos", destaca. 
Além do pessoal em atividade em São José do Norte, o polo naval gaúcho conta com mais cerca de 500 funcionários no estaleiro da QGI, ocupados em serviços nos módulos das plataformas P-75 e P-77, e apenas em torno de 70 colaboradores na Ecovix, que se encontra ociosa. Ambos os complexos estão situados em Rio Grande. O vice-presidente do sindicato dos metalúrgicos lembra que a Ecovix chegou a contratar em torno de 10 mil pessoas, em 2013. Machado lamenta que não se tenha perspectiva de pedidos de mais plataformas para serem feitos no polo naval gaúcho.
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Comentários
jorge martinez 24/02/2018 21h33min
e muito estranho tiraram a plataforma que estava no cais do estaleiro e nao pagava nada por isso para ser levada para fora da barra e ficar fundiada la presa a rebocadores que custam uma fortuna por dia a petrobras ai a petrobras diz que construir plataformas no brasil e muito caro .
João Pedro Homem da Silva 23/02/2018 20h58min
Sabe-se aqui em São Paulo que o Estaleiro Rio Grande é o terceiro maior do mundo e com o maior dique-seco do mundo. Aliado as outros estaleiros daí, do Rio e de Pernambuco, o Brasil poderia estar exportando navios, plataformas, sondas etc., para todo o mundo. Os responsáveis pela quebra dessa indústria fabulosa de estaleiros deverão mais cedo ou mais tarde serem julgados como traidores da pátria.
GENESIO PEDRO BONDAN 23/02/2018 17h31min
verdadeiramente é uma pena tantas demissões, próprio desse desgoverno mentiroso até o extremo,realmente é uma pena.