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Porto Alegre, terça-feira, 20 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 20/02/2018. Alterada em 20/02 às 00h48min

Empresas vivem o desafio de requalificar a força de trabalho

Patricia fala sobre o novo cenário

Patricia fala sobre o novo cenário


/ACCENTURE/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
Capacidade de aprender e de colaborar, inteligência emocional e criatividade. Essas são as competências que o mercado de trabalho vai exigir com cada vez mais intensidade nos próximos anos, segundo estudo da Accenture Strategy. "As competências de futuro não são tecnológicas, mas interpessoais, e o Brasil tem gap em todas as gerações nessas habilidades", alerta a diretora executiva de Talentos e Organização da Accenture Strategy, Patricia Feliciano.
Os postos de trabalho de hoje são obsoletos. Muitos não atendem às demandas das corporações atuais, outros serão ressignificados, e novos vão aparecer. Preparar pessoas vai demandar tempo, mas será necessário.
O primeiro passo, aponta a especialista, é entender claramente as competências do futuro e montar estratégia para habilitar a força de trabalho. E como fazer isso? Para a especialista, um dos caminhos mais eficientes é inferir o aprendizado no dia a dia das pessoas. Justamente por isso a tendência é que 70% da capacitação seja on the job (as pessoas aprendem conforme trabalham), 20% informal, como coaching, e 10% presencial - o modelo tradicional, com as pessoas na sala de aula. "O desafio das empresas é construir uma organização que aprende, em que as pessoas estejam constantemente se requalificando", analisa.
A importância de as organizações estarem atentas a esse tema fica evidente quando se analisa o potencial para os negócios das novas tecnologias. Se as corporações investirem em Inteligência Artificial (IA) e na colaboração entre homens e máquinas no mesmo ritmo das empresas de alto desempenho, por exemplo, seus lucros poderão crescer 38% até 2022 e os níveis de emprego, 10%. Coletivamente, isso poderia impulsionar os lucros em US$ 4,8 trilhões globalmente no mesmo período. Para as empresas médias listadas pelo S&P500, isso seria equivalente a US$ 7,5 bilhões em faturamento e um aumento de US$ 880 milhões em lucratividade.
Os dados fazem parte do estudo "Reworking the Revolution: Are you ready to compete as intelligent technology meets human ingenuity to create the future workforce?", realizado pela Accenture. O levantamento mostra que tanto líderes quanto funcionários estão otimistas em relação ao potencial da inteligência artificial nos resultados de negócios e experiências de trabalho. 
Dos 1,2 mil executivos entrevistados de 11 países, 72% afirmam que tecnologias inteligentes serão um ponto crítico para a diferenciação de suas empresas no mercado, e 61% acreditam que o número de cargos exigindo colaboração com IA irá aumentar significativamente ao longo dos próximos três anos. Mais de dois terços (69%) dos 14 mil trabalhadores entrevistados afirmam que é importante desenvolver habilidades para trabalhar com máquinas inteligentes.
Ainda assim, a lacuna entre a adesão dos trabalhadores à IA e os esforços de seus empregadores para prepará-los colocam o crescimento potencial em risco. Enquanto a maioria (54%) dos líderes de negócios acredita que a colaboração entre humanos e máquinas é importante para suas prioridades estratégicas, apenas 3% afirmam que suas empresas planejam aumentar significativamente os investimentos na recapacitação de seus funcionários ao longo dos próximos três anos.
"Para atingir altas taxas de crescimento na era da IA, as empresas precisam investir mais na capacitação de pessoas para que possam trabalhar com máquinas de novas maneiras", afirma o group chief executive da Accenture Strategy, Mark Knickrehm.
A pesquisa sugere ainda que existe uma forte base para suportar o aumento dos investimentos em habilidades de IA. Entre os executivos de alto escalão, 63% acreditam que suas empresas irão criar mais empregos ao longo dos próximos três anos por meio de IA. Enquanto isso, a maioria dos trabalhadores (62%) acredita que a IA terá um impacto positivo sobre seus trabalhos.
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