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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 08/02/2018. Alterada em 08/02 às 00h27min

CPFL prevê menor migração para mercado livre

Alta desse nicho do setor elétrico foi de 26% em 2017, diz Camposilvan

Alta desse nicho do setor elétrico foi de 26% em 2017, diz Camposilvan


/CPFL BRASIL/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein, de São Paulo
Apesar da perspectiva de polpudos aumentos das tarifas por parte das concessionárias brasileiras neste ano, a migração para o mercado livre de energia (formado por grandes consumidores, que podem escolher seu fornecedor de eletricidade) deve diminuir o ritmo. Entre os fatores que explicam esse fenômeno estão o elevado preço da energia no mercado spot (de curto prazo) ao final do ano passado e a necessidade de as empresas avisarem com muita antecedência as suas distribuidoras que estarão deixando o ambiente cativo.
O mercado livre é o nicho do setor elétrico no qual compradores e vendedores negociam livremente as condições de seu suprimento de energia. Podem participar consumidores com demanda contratada acima de 0,5 MW (desde que com fontes renováveis incentivadas) e, a partir de 3 MW, é possível contratar qualquer espécie de geração.
O diretor-presidente da CPFL Brasil, Daniel Marrocos Camposilvan, informa que o consumo de energia no mercado livre no ano passado obteve um crescimento em geral de 26% em relação a 2016 e, no caso em particular do universo atendido pela área de comercialização do grupo, esse incremento foi na ordem de 50%. Para 2018, a expectativa é de que seja baixo o volume da migração (em um cenário otimista, o executivo calcula em cerca de 10% o crescimento do consumo de energia no ambiente livre). "Mas, a longo prazo, é um movimento que não tem volta", projeta Camposilvan.
Atualmente, o mercado livre é composto por aproximadamente 5 mil consumidores, sendo que, desse total, em torno de 4 mil são atendidos pelas chamadas fontes incentivadas. O potencial desse segmento no Brasil, abrangendo pequenas e médias empresas, é de cerca de 180 mil clientes. A tendência é de que a legislação do setor elétrico brasileiro evolua ampliando, futuramente, as possibilidades de migração de clientes residenciais e abrindo ainda mais as potencialidades para o mercado livre.
A CPFL é uma das líderes em comercialização de energia nesse segmento com 14,4% de market share (vendas de janeiro a novembro). Somente a área de comercialização de energia do grupo (muito conhecido dos gaúchos por ser o controlador das distribuidoras RGE e RGE Sul) registra um faturamento médio anual entre R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões.
Indagado se as vendas de energia no mercado livre proporcionadas por um braço da empresa não prejudicariam as concessionárias da companhia, o diretor de mercado da CPFL Brasil, Ricardo Motoyama de Almeida, comenta que, quando um consumidor migra, diminui o faturamento da distribuidora, porém reduz também as despesas da concessionária com a compra de energia. Uma questão que está sendo debatida com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e que interessa aos dois lados, revela Camposilvan, é a possibilidade de as distribuidoras venderem no mercado livre energia contratada que se tornou excedente. 
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