Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 06 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Crédito

Notícia da edição impressa de 07/02/2018. Alterada em 06/02 às 20h58min

Maioria dos brasileiros atrasou contas em 2017

Cortar compras no cartão é uma das medidas para controlar os gastos

Cortar compras no cartão é uma das medidas para controlar os gastos


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que sete em cada 10 brasileiros (70%) deixaram de pagar ou pagaram com atraso pelo menos uma conta em 2017. As contas mais comprometidas no ano passado foram: cartão de crédito (39%), plano de internet (28%) e plano de celular e/ou telefone fixo (26%).
De acordo com o levantamento, quase metade dos brasileiros (47%) está ou teve, nos últimos 12 meses, o nome incluído em algum serviço de proteção ao crédito, sobretudo entre as classes C, D e E (50%).
Segundo o último índice de inadimplência divulgado pelo SPC Brasil e pela CNDL, cerca de 39% da população brasileira adulta está registrada em listas de inadimplência. Segundo o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, o endividamento não deve impedir a pessoa de pagar todas as suas contas fixas, caso contrário, corre o risco de resultar em inadimplência. "Além disso, é recomendável poupar uma parte dos ganhos e deixar uma quantia para arcar com as despesas variáveis do mês. E sempre que o consumidor se vir obrigado a pagar juros, o certo é recorrer à reserva financeira ou fazer atividades extras para aumentar a renda e se livrar dessa situação o mais rápido possível", orienta.
Dos entrevistados que já estiveram com nome sujo pelo menos uma vez nos últimos 12 meses, 80% garantem ter mudado alguma atitude na forma de administrar as finanças.
As principais medidas foram controlar todos os gastos (49%), pensar melhor antes de comprar algo (39%), comprar somente quando puder pagar à vista (34%), passar a economizar para lidar com imprevistos (32%), evitar o uso do cartão de crédito (28%), não emprestar o nome para terceiros (23%) e cancelar o cartão de crédito (17%).
De acordo com o estudo, 43% das pessoas se consideram endividadas no momento. Apesar disso, o estudo revela que 71% não sabem, de fato, o que significa estar endividado. Para 43% dos entrevistados, uma pessoa com dívidas é aquela que tem contas em atraso ou sem pagar. Três em cada 10 (28%) disseram que está endividado quem possui o nome registrado em entidades de proteção ao crédito, e apenas 24% sabem que uma pessoa endividada é aquela que possui parcelas a vencer ou empréstimos feitos.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia