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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 01/02 às 19h55min

Dólar perde fôlego ante euro e índice DXY volta a atingir menor nível desde 2014

O euro apresentou forte valorização em relação ao dólar a outras divisas principais nesta quinta-feira (1), à medida que investidores acreditam que o Banco Central Europeu (BCE) deve alterar suas políticas ainda este ano, após comentários de dirigentes da instituição.
No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar subia para 109,26 ienes, enquanto o euro saltava para US$ 1,2521 e subia para 136,79 ienes. Já o índice DXY, que mede a moeda americana contra uma cesta de outras seis divisas principais, apresentou recuo de 0,52%, para 88,671 pontos, no menor nível desde dezembro de 2014.
O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da zona do euro recuou de 60,6 em dezembro para 59,6 em janeiro, de acordo com dados finais da IHS Markit. O resultado veio em linha com a prévia de janeiro e com a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal. Apesar da queda, o indicador continua acima da marca de 50 pontos, o que indica expansão da atividade, e próximo do nível recorde. Na avaliação da Commonwealth Foreign Exchange, os resultados sinalizam que a recuperação da região, que ajudou o forte avanço do euro, ainda tem caminho a percorrer.
Sinais de que os bancos centrais podem apertar a política monetária em um ritmo mais rápido do que o previsto continuam no radar dos investidores. Apesar de o BCE reafirmar o gradualismo e dizer que não está pensando em apertar sua política, os investidores não compraram a versão oficial dos presidente da instituição, Mario Draghi.
Parte dessa crença vem dos próprios dirigentes do BCE. Nesta quinta-feira, o presidente do banco central da Áustria, Ewald Nowotny, se disse a favor do encerramento do programa de relaxamento quantitativo (QE) da instituição. Com isso, a voz de Nowotny se soma às visões de Jens Weidmann (Alemanha), de Ardo Hansson (Estônia) e de Klaas Knot (Holanda), favoráveis ao fim das compras de ativos em 2018.
A visão de menos estímulos no Japão e na zona do euro, no entanto, encontra vozes dissidentes. "Contrariamente às sugestões de que o BCE e o BoJ estão se preparando para apertar a política mais cedo do que o esperado, pensamos que eles terão um longo caminho a percorrer atrás do Fed e do Banco da Inglaterra (BoE). Na verdade, a chance de que o Fed eleve os juros quatro vezes neste ano se fortalece e esperamos três elevações do BOE em 2018", disse a equipe de economia global da Capital Economics, liderada por Andrew Kenningham.
Na Chicago Mercantile Exchange (CME), o contrato futuro de bitcoin para fevereiro encerrou o dia em baixa de 9,10%, cotado a US$ 9.090,00. De acordo com a CoinDesk, principal consultoria de moedas digitais, o preço do bitcoin chegou a cair abaixo de US$ 9 mil pela primeira vez desde novembro. Desde que atingiu o pico de US$ 20 mil no fim de dezembro, o bitcoin já caiu 55%. A queda se deve ao aumento das análises regulatórias e ameaças de banimento da parte da Coreia do Sul. O país representa cerca de 20% da movimentação de criptomoedas.
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