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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 22/02/2018. Alterada em 21/02 às 20h59min

Previdência por projeto de lei

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), mandou um recado, sem rodeios, ao governo: não colocará em votação pontos da reforma da Previdência por projeto de lei. Vai cumprir a Constituição. A verdade é que, neste momento, não há mais ambiente para tratar do tema, e a intervenção na segurança do Rio de Janeiro trouxe um enorme alívio aos parlamentares, que temiam os reflexos políticos da votação da medida impopular, em ano eleitoral. Maia deu o recado, bem claro, ligeirinho: não será feita nenhuma reforma da Previdência por meio de medidas infraconstitucionais que não dependam de mudança na Constituição, como projeto de lei.
Salvar os partidos
O deputado federal gaúcho Heitor Schuch (PSB) acredita que o governo pode ter todos os defeitos do mundo, mas o governo tem uma estratégia muito bem pensada para se salvar e salvar os partidos que o apoiam. Segundo o parlamentar, "quem não queria votar a reforma da Previdência mais eram os parlamentares que mantiveram o Michel Temer (PMDB) no cargo, porque eles não querem mais este desgaste agora. Eles receberam muitas benesses do governo por ter votado a favor, como liberação de emendas, e outras coisas mais, todos os dias; e agora tem um peso contra eles, a reforma da Previdência; e eles trabalharam muito fortemente para que isso não acontecesse", avaliou.
Livres da pauta
Para Schuch, tanto os deputados como também um grupo de senadores querem se ver livres dessa pauta, em especial os que estão concorrendo à reeleição, a decisão de intervenção na segurança do Rio veio em boa hora, e permitiu que eles saíssem do sufoco. Então, afirma o deputado, "a estratégia do governo é preservar esse público que garantiu o Michel Temer (PMDB) naquela cadeira".
Cobrar quem não paga
A segunda questão, avalia Heitor Schuch, é que o ideal seria votar esta reforma da Previdência de uma vez, e derrotá-la. "E se for fazer uma reforma da Previdência, antes de qualquer coisa, cobrar quem não paga, cobrar o sonegador, e fazer uma reforma que seja para todos. Começar pelo Regime Próprio, e não Regime Geral." O parlamentar argumenta que, para se construir uma casa, se começa pelo alicerce, e não pelo telhado. "Aqui, o governo quer mexer no alicerce para manter o telhado, que é o que consome a maior fatia dos recursos."
Intervenção no Rio
Quanto à questão da intervenção na segurança do Rio de Janeiro, o parlamentar afirma que, "se a gente for olhar os números e comparar situações de violência e criminalidade, têm algumas situações em que o Rio de Janeiro não está com os piores índices". Segundo Heitor Schuch, "têm outros estados que estão numa situação mais grave. Eu não sei até onde o governo vai ficar com essa intervenção só no Rio, se não vai ter que alastrar para outros lugares. E a grande pergunta é, se isso não der certo lá no Rio, o que vamos fazer? A grande questão é essa", destacou. "Se der certo, tudo bem. Mas já tem gente dizendo que, se esse bandido enxergar que no Rio fechou as portas, ele vai migrar; e aí, o que é que o governo vai fazer? Vai migrar a operação para outros estados também? Essa que é a problemática que está posta aí", concluiu.
 
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