Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

JC Logística

COMENTAR | CORRIGIR

Aviação

Notícia da edição impressa de 22/02/2018. Alterada em 21/02 às 18h13min

Novo Airbus A321 faz primeiro voo transatlântico

Modelo estreou no ar no dia 14, entre Paris e Nova Iorque, com direito a pintura especial

Modelo estreou no ar no dia 14, entre Paris e Nova Iorque, com direito a pintura especial


/ERIC PIERMONT/AFP/JC
A Airbus deu um importante passo para a introdução do novo A321LR, aeronave de fuselagem estreita (narrowbody) que deve impactar o mercado de longa distância. O modelo fez seu primeiro voo no dia 14, entre Paris e Nova Iorque, rota que a fabricante europeia está usando para propagandear o alcance ampliado do avião, com direito a pintura especial na fuselagem mostrando que a torre Eiffel e a estátua da Liberdade estarão ligadas pela aeronave.
A possibilidade de uma rota movimentada - como Paris-Nova Iorque, separadas por 5,8 quilômetros - poder ser feita por uma aeronave de fuselagem estreita anima as companhias aéreas, que só tinham como opção aviões de fuselagem larga (widebody), como os Airbus A330, A340 e A350, ou os Boeing 767, 777 e 787 - além, é claro, dos gigantes A380 e 747.
O A321LR deu início ao seu programa de testes de voo no último dia 2, quando decolou de Hamburgo, na Alemanha, onde é fabricado. Serão quase 100 horas em voos nos próximos meses para obter, no segundo trimestre deste ano, a certificação da Easa (Agência Europeia para a Segurança da Aviação) e da norte-americana FAA (Administração Federal de Aviação). O modelo deve entrar em serviço no quarto trimestre de 2018.
Segundo a Airbus, o A321LR tem uma autonomia de 7,4 mil quilômetros, possibilitada pela instalação de um terceiro tanque central de combustível, e leva até 240 passageiros. Até o momento, a europeia diz ter recebido mais de 100 pedidos.
Ele é uma variante do novo A321neo, que, por sua vez, é uma atualização do A321, modelo que domina o mercado de aviões médios, com uma fatia de 80%. Esse domínio foi de certa forma facilitado pela Boeing, que deixou de produzir em 2004 o 757, principal rival do A321, e até agora não introduziu um substituto.
A atual tranquilidade da Airbus, no entanto, pode acabar em breve com o novo Boeing 737 MAX 10, o maior modelo da família 737 já produzido, com capacidade para até 230 passageiros. Lançado na Feira de Paris em junho passado, o avião deve entrar em operação ao longo de 2020.

Demanda aérea doméstica de passageiros cresce 5,7% em dezembro

A demanda por transporte aéreo doméstico (medida em passageiros-quilômetros pagos transportados - RPK) cresceu 5,7% em dezembro ante igual mês de 2016, informou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com isso, o indicador encerrou o ano passado com alta de 3,2%, após ter retraído 5,7% em 2016.
Já a oferta de assentos (assentos-quilômetros ofertados - ASK) aumentou 3,2% em dezembro na base de comparação anual, mantendo a tendência de crescimento pelo sexto mês consecutivo. No acumulado de 2017, a oferta registrou expansão de 1,4%, depois de ter caído 5,9% em 2016.
A taxa de aproveitamento em voos domésticos atingiu níveis recordes tanto em dezembro quanto no resultado acumulado de 2017. No último mês do ano, mostrou a quinta alta consecutiva ( 2,4% na base anual) e alcançou 83,2%, maior nível para dezembro na série histórica, iniciada em 2000. Em 2017, o indicador ficou em 81,5%, com variação positiva de 1,8% em relação a 2016 e também um recorde na série histórica.
A Gol e a Latam permaneceram na liderança no mercado doméstico no acumulado de 2017, com 36,2% e 32,6%, respectivamente, da demanda. A Azul alcançou participação de 17,8% no período, enquanto a Avianca respondeu por 12,9%. "A participação das concorrentes das duas líderes de mercado avançou 6,7% na comparação com 2016, respondendo por 31,2% da demanda doméstica em 2017", afirma a Anac, em nota.
Por sua vez, o transporte doméstico de carga paga e correio alcançou 42,52 mil toneladas em dezembro, correspondendo a uma alta de 7,9% ante igual mês de 2016. No acumulado do ano, o indicador registrou crescimento de 1,8%, com um total de 426,1 mil toneladas.
De acordo com Anac, as empresas brasileiras transportaram, em voos domésticos e internacionais, um total de 98,98 milhões de passageiros pagos em 2017, um aumento de 2,93% em relação a 2016. Em voos internacionais foram transportados 8,35 milhões de passageiros pagos, configurando uma alta anual de 11,7%. No mercado doméstico, os embarques cresceram 2,2% em 2017, passando para 90,62 milhões.
A demanda internacional das aéreas brasileiras subiu 10,5% em dezembro na comparação anual, representando a 15ª alta consecutiva. Ao mesmo tempo, a oferta cresceu 11,7%, mantendo a tendência de elevação pelo 14º mês seguido.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia