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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

Notícia da edição impressa de 25/01/2018. Alterada em 25/01 às 00h55min

'Se me condenaram, me deem o apartamento', diz Lula em ato

Lula afirmou que nunca teve nenhuma ilusão com a decisão do tribunal

Lula afirmou que nunca teve nenhuma ilusão com a decisão do tribunal


RICARDO STUCKERT/INSTITUTO LULA/DIVULGAÇÃO/JC
Depois de ser condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi recebido em um ato ontem à noite na Praça da República, no centro de São Paulo, com os gritos da militância: "olê, olê, olê, olá, Lula, Lula!".
Ele chegou acompanhado de militantes de movimentos sociais, como o presidente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos. No mesmo evento, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, conclamou os movimentos e partidos de esquerda a consolidarem uma frente de esquerda em defesa de Lula.
O petista afirmou que nunca teve nenhuma ilusão com a decisão do tribunal. "Houve um pacto com o poder Judiciário e imprensa de que era hora de acabar com o PT. Eles não admitiam mais a ascensão social das pessoas em desenvolvimento."
No discurso, citou conquistas de seu governo, como a expansão do ensino superior e do crédito e os programas Ciência Sem Fronteiras e Minha Casa, Minha Vida.
Segundo Lula, a decisão do TRF-4 foi baseada em mentiras. O ex-presidente reforçou que não há provas contra ele. "Quero que eles digam qual foi o crime que cometi. Estou condenado outra vez por um apartamento que eu não tenho", afirmou. "Se me condenaram, me deem pelo menos o apartamento. Já pedi pro Guilherme Boulos mandar o pessoal dele ocupar. Já que é meu, que ocupem."
Lula disse que a decisão é contra o povo brasileiro. "Não quero que vocês fiquem preocupados com o Lula, mas com 200 milhões de brasileiros que vivem de salário neste País. E vai piorar com a aprovação da reforma da Previdência." O petista afirmou que só vai parar de lutar quando morrer e convocou a militância a marchar até a Avenida Paulista.
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