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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 25/01/2018. Alterada em 25/01 às 20h22min

Militantes prometem lutar por candidatura do petista

"Tô triste, pois não conseguimos ajudar quem (Lula) tanto fez pela gente", disse Eliane (esquerda) com filha e neta

"Tô triste, pois não conseguimos ajudar quem (Lula) tanto fez pela gente", disse Eliane (esquerda) com filha e neta


PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Diego Nuñez e Patrícia Comunello
"Existe vida depois desse dia 24", avisou, em alto e bom tom no alto do caminhão de som, Claudir Nespolo, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), já na dispersão do acampamento de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na área do Anfiteatro Pôr-do-Sol, em Porto Alegre. Dirigentes como Nespolo, militantes e simpatizantes de Lula se manifestaram sinalizando que não ficaram surpresos com o desfecho.
Indicativo de que a derrota estava na conta foi que por volta das 16h30min, antes do fim da sessão no TRF-4, o acampamento começou a ser desmontado. Levas de pessoas com mochilas e colchões dobrados que pernoitaram no local saíram de forma mais silenciosa que o barulho de música a discursos que dominou boa parte do dia.
> Veja o que as pessoas disseram sobre o futuro da mobilização:
Manifestantes de diversos estados rumaram para ônibus em retirada. A jornada foi com sol escaldante, para quem encarou as oito horas do dia no local. Milhares fizeram uma vigília no limite da área no entorno do TRF-4 bloqueada pela polícia. A organização da Frente Brasil Popular informou que 40 mil pessoas passaram pelo local e 10 mil ainda estavam no fim da sessão.
Na saída, quase na avenida Ipiranga, uma assembleia foi improvisada com balanço do dia. Os desembargadores foram os maiores alvos. A aposentada Eliane Melo de Avendano, a filha Liliane e a neta Juliana voltariam na noite desta quarta-feira a Maringá (PR). "Tô triste, pois não conseguimos ajudar quem tanto fez pela gente", lamentou Eliane, referindo-se a Lula. "Mas não podemos cair, temos de levantar a cabeça." Vindo de Uruguaiana, o professor Wagner Cardoso disse que já sabia da condenação e se mostrou decepcionado com o desfecho do acampamento.
Vizinhos do Uruguai e da Argentina que vieram mostraram indignação com o resultado. "Condenaram sem provas um candidato que seguramente ganharia as eleições", reage o sindicalista uruguaio Pablo Fernández. O argentino Elia Resele comparou o Brasil com seu país. "Passamos pela mesma situação." Por volta das 17h, um temporal despencou na região, e muitos militantes que foram ao Shopping Praia de Belas, que fica perto, depararam-se com portas fechadas. O shopping alegou razões de segurança devido ao grande movimento após o julgamento.
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