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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 24/01/2018. Alterada em 24/01 às 19h47min

Ex-governador Tarso Genro critica erros no processo contra Lula

Esquerda brasileira necessita de reposicionamento, avalia Tarso

Esquerda brasileira necessita de reposicionamento, avalia Tarso


CLAITON DORNELLES /JC
Luis Filipe Gunther
Na véspera da análise do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o ex-governador Tarso Genro (PT) afirmou que até aqui o julgamento é resultado de uma série de desvios de exceção. Durante entrevista com jornalistas, na tarde desta terça-feira em Porto Alegre, o ex-governador também defendeu pluralidade da esquerda e afirmou que a situação política da esquerda brasileira está absolutamente indeterminada.
Para o petista, o julgamento de Lula caracteriza um momento de exceção por parte dos promotores de justiça, juízes, desembargadores e ministros do Supremo. Para ele, o juiz Sérgio Moro "agiu em cima de teses do processo da Petrobras, que o presidente também é acusado, e que isso não caracterizaria uma acusação eficiente e comprovatória".
Ainda destacou que a posição política de cada juiz "tem causado desequilíbrio no dever judiciário de julgar" e se "tornando debate político, cada vez mais constante".
Para Tarso, a candidatura de Lula está definida pelo Partido dos Trabalhadores. Questionado sobre uma possível cassação dos direitos políticos de Lula, o ex-governador diz que há como recorrer da decisão judicial do TRF-4, tendo ou não votação absolutória, e que o partido vai até o final com Lula de candidato. O fim da linha para o partido divulgar seu candidato é até 20 dias antes da eleição. Caso não tenha um candidato até a data, ele diz que possivelmente o PT irá apoiar outro candidato da esquerda.
Já a retomada da aliança com o PMDB é insustentável para o político. Durante a conversa, Tarso foi questionado sobre a possível indicação de Renan Calheiros (PMDB) para vice-presidente de Lula. Para ele, "tem muita gente boa no partido, mas essa frente política está descartada". O possível vice de Lula não foi revelado, mas o governador afirmou que o partido tem conversado com o PSOL, PCdoB, PSB e PTB. Ao se referir ao programa político da esquerda brasileira, Tarso Genro diz que é necessária a pluralidade partidária e renovação da ideologia.
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