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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Polícia Federal

Notícia da edição impressa de 11/01/2018. Alterada em 10/01 às 23h00min

PF promete encerrar os inquéritos da Lava Jato

Presidente do STF recebe em audiência Fernando Segóvia, diretor-geral da Polícia Federal

Presidente do STF recebe em audiência Fernando Segóvia, diretor-geral da Polícia Federal


CARLOS MOURA/SCO/STF/JC
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, prometeu à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, concluir, até o fim deste ano, as investigações em mais de 200 inquéritos que apuram supostos crimes cometidos por autoridades com foro privilegiado - metade desses inquéritos se refere à Lava Jato. A maioria seria encerrada nos próximos oitos meses, segundo Segóvia. A gestão de Cármen Lúcia na presidência do STF termina em setembro.
À presidente do STF, o diretor-geral da PF apresentou a informação de que quase dobrou a quantidade de delegados da PF que vão cuidar dessas investigações. Eram nove, agora são 17.
Na saída da reunião, realizada ontem, Segóvia afirmou à imprensa que é possível concluir todos os inquéritos na Suprema Corte até o fim deste ano. Questionado pelos jornalistas se a meta inclui o inquérito que investiga o presidente Michel Temer (PMDB), o diretor-geral da PF disse que sim.
Temer é investigado no STF por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em um inquérito que apura se um decreto presidencial de 2017 beneficiou a Rodrimar, empresa que atua no porto de Santos (SP). A PF já encaminhou uma lista de 50 perguntas ao presidente, para que ele responda por escrito.
"As perguntas já foram enviadas ao presidente. A partir disso, será tomado um novo passo. Isso dependerá do delegado que preside o inquérito", afirmou Segóvia.
O diretor-geral da PF disse, ainda, que não se faz o cálculo sobre eventual influência da aceleração dos inquéritos nas eleições neste ano: "Qualquer investigação deve vir em benefício da sociedade". Segóvia informou a Cármen que, além de ampliar o número de delegados, quase dobrou também a quantidade de investigadores e peritos. "A meta é concluir tudo até o fim do ano."

Para diretor-geral, não houve ato intencional em acidente que matou ministro Teori Zavascki

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, e o delegado da PF Rubens Maleiner se encontraram com a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, na manhã desta quarta-feira, por cerca de uma hora e meia, para apresentar o andamento da investigação sobre o acidente aéreo que matou o ministro Teori Zavascki e outras quatro pessoas, em janeiro de 2017.
Após a reunião, Maleiner, que preside o inquérito sobre o acidente, afirmou que, embora a investigação ainda não esteja concluída, já se pode afirmar que não houve qualquer ato intencional que tenha provocado a queda da aeronave, descartando as hipóteses de sabotagem no avião que levava o então ministro relator da Lava Jato. O delegado acrescentou que a apuração está em estágio bastante avançado.
"A possibilidade de um ato intencional contra aquele voo foi bastante explorada, em diversos exames periciais, e nenhum elemento nesse sentido foi encontrado", disse o delegado. Para fechar a conclusão da causa do acidente, Maleiner afirmou que são necessárias mais algumas perícias.
"Existe um conjunto de fatores que podem ter levado àquele desfecho, que dizem respeito a condições meteorológicas, trajetórias e alturas desempenhadas pelo piloto naquela tentativa de aproximação para Paraty, e a condição de voo pelo visual e pela questão instrumental", completou. Quando perguntado se a hipótese mais provável para a queda seria a de falha humana, o delegado apenas afirmou "estamos avançando".
O jornal O Estado de S. Paulo adiantou essas conclusões e noticiou, na terça-feira, que, de acordo com as investigações, não foram encontrados vestígios de qualquer falha que pudesse ter sido evitada antes da decolagem da aeronave. Também não foi possível encontrar nenhum vestígio de explosivos ou produtos químicos que pudessem causar incêndio dentro do avião.
Desde o dia da queda, os motivos do acidente são investigados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica (Cenipa) e pela PF de Angra dos Reis. Além de periciar destroços da aeronave e gravações das conversas entre piloto e torre de controle, o inquérito realizou exames nos corpos do piloto, do ministro e das outras vítimas para descartar qualquer tipo de anormalidade que possa ter causado o acidente.
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