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Porto Alegre, terça-feira, 09 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Gestão pública

Notícia da edição impressa de 09/01/2018. Alterada em 08/01 às 22h47min

Governo federal expulsou 506 funcionários em 2017; maior parte por corrupção

O governo federal expulsou 506 servidores públicos em 2017, a maior parte deles por atos de corrupção. De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), 424 funcionários foram demitidos, 56 tiveram suas aposentadorias cassadas e 26 ocupantes de cargos comissionados foram destituídos. O órgão informou que 66% dos casos - 335 servidores demitidos - estavam relacionados à corrupção.
Segundo a CGU, em 15 anos o governo federal expulsou 6.714 funcionários públicos. No entanto, o número de expulsões caiu em relação a 2016, o ano em que mais servidores perderam o emprego: 549.
No ano passado, o Rio de Janeiro foi o estado que mais registrou expulsão de funcionários públicos: foram 116 servidores, o que representa 22,9% dos casos. São Paulo teve 49 expulsões, e Minas Gerais, 41.
O Rio de Janeiro também lidera a série de expulsões de funcionários públicos. Em 15 anos, 1.211 servidores foram destituídos. O estado tem cerca de 95.376 servidores ativos, segundo a CGU, mais até do que o Distrito Federal, com 74.088.
Embora o Rio tenha o maior número de expulsões, o Amazonas lidera a lista dos estados com a maior taxa de expulsão, com 10,81 servidores destituídos a cada 100 mil. Ao todo, foram 269 servidores punidos com a perda do emprego entre os 10.269 ativos no estado. A taxa do Rio é de 6,75.
A CGU explicou que os atos relacionados à corrupção envolvem a utilização do cargo ou de materiais das repartições públicas para proveito pessoal, o recebimento de propina, improbidade administrativa, atos lesivos aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional.
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Comentários
Sidnei Cunico 09/01/2018 11h22min
As expulsões são muito bem vindas, para moralizar o serviço público, desde que bem avaliadas e julgadas com isenção. Mas, me preocupa saber se são feitas dentro da (péssima) legislação que rege a estabilidade de emprego. Porque, de nada adianta se o sujeito pode retornar via judicial, daí é muito pior.