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Porto Alegre, segunda-feira, 29 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 30/01/2018. Alterada em 29/01 às 22h18min

Construir a unidade na diversidade

Antônio Feldmann
Uma comunidade que se reconhece historicamente pelo seu caráter de formação plural e se legitima pela diversidade étnico-cultural tem obrigação de reagir a movimentos e ações que ameaçam sua identidade e suas conquistas. A Constituição Federal, ao assegurar, entre os seus princípios e diretrizes, "a participação da população por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis" (art. 204), institui, no âmbito das políticas públicas, a participação social como eixo fundamental na gestão e no controle das ações do governo.
As novas premissas da gestão pública moderna destacam a necessidade de estabelecer condutas proativas, agregadoras, democráticas e transparentes. Estimular e promover conflitos e confrontos permanentes no seio de uma comunidade, por ação direta de gestores e agentes governamentais, produzem e provocam a deterioração dos serviços públicos, comprometem as relações institucionais e afetam diretamente a autoestima das pessoas. Além de interferir no humor do setor produtivo, é claro, de forma negativa e destruidora.
Uma gestão participativa e compartilhada apresenta-se como um mecanismo que busca respeitar e valorizar o pluralismo, em todas as instâncias, gerando um princípio ético nas relações entre Estado e organizações da sociedade civil. Os problemas, que se acumulam e, nesses tempos difíceis, até se aprofundam, somente poderão ser enfrentados e solucionados com atitude colaborativa, de forma cooperada e estimulando a solidariedade e o voluntariado. Matematicamente, poderíamos dizer que governar é uma equação de soma, não de divisão. E administrativamente, um ato de legitimar e reconhecer a pluralidade dos interesses de uma comunidade, em vez de questionar e, pior, ignorar.
Nesse contexto, vale destacar e resgatar um ensinamento de Ruy Barbosa: "Toda a capacidade dos nossos estadistas se esvai na intriga, na astúcia, na cabala, na vingança, na inveja, na condescendência com o abuso, na salvação das aparências, no desleixo do futuro".
Jornalista
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