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Porto Alegre, domingo, 28 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 29/01/2018. Alterada em 28/01 às 21h31min

O fim da história

Gilberto Fontoura
Quando Leonel Brizola retornou do exílio, trouxe consigo a esperança de ser o próximo presidente da República brasileira. Vivia-se o apogeu das eleições diretas. Brizola chega ao País carregado nos braços do povo, representando a voz embargada de um povo amordaçado pela ditadura. Seu sonho virou pó, pois Lula o tirou do páreo e Collor ganhou a eleição. Muitos atribuem a ascensão de Lula a uma estratégia de Golbery, justamente para não permitir que Brizola viesse a se tornar presidente. Lula não ganhou aquela eleição, mas continuou tentando e chegou ao poder em 2002, praticamente uma década depois.
Aquela eleição acabou com qualquer pretensão do nosso último "caudilho" e surgiu o Lula pelo Brasil. Este implantou muito das políticas visionárias de Brizola, levou negros, pardos e pobres à universidade, deu casa a quem não tem condições de viver dignamente, erradicou a fome, deu voz a uma parcela significativa da população que vê em sua figura o "novo pai dos pobres"; no entanto, esqueceu-se da classe média. Esta, sem dúvidas, é o fator de equilíbrio de qualquer governo, talvez aí resida o momento no qual o PT e Lula tenham começado a chegar ao fim da sua história.
Certa vez, Delfim Neto vociferou que "Brizola, ao perder a eleição, morre o político e ficará o mito". Lula, em sua fraqueza moral, deixou-se levar pela ganância de perpetuar-se no poder, esqueceu-se de "combinar com os russos", como diria o saudoso melhor esquerdinha do Brasil. Não vislumbro a retomada do poder pela esquerda neste momento. Esta cicatriz da corrupção vai demorar para sarar, feitos históricos para o bem ou para mal não sustentarão uma candidatura, o que sustenta, sim, é o sonho subliminar, e este é para poucos vendedores de sonhos.
Advogado
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