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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Notícia da edição impressa de 26/01/2018. Alterada em 25/01 às 22h01min

Após julgamento, País deve retomar agenda econômica

Como esperado, os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizem que houve um julgamento político no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, quando do recurso da defesa. Os contrários a Lula da Silva festejam a decisão. Mas, não se pode negar, todos os Poderes estão funcionando, ativos, para o certo ou o errado, conforme a democrática opinião de cada brasileiro.
Depois da confirmação, por unanimidade, no TRF-4, da sentença em primeiro grau que condenou o ex-presidente, ainda que restem recursos em prazo curto, o Brasil tem que se voltar aos assuntos que levem à retomada da economia. Com ela, a geração de empregos, com mais consumo, mais impostos, menos pobreza e mais igualdade social.
Com certeza, o Brasil, depois do dia 24 de janeiro e suas consequências jurídicas e políticas com vistas às eleições deste ano, não será mais o mesmo. Não nos quesitos de aplicação da Justiça, nem no combate à corrupção. O colegiado do TRF-4 não deixou dúvidas de sua posição de que havia ligações suficientes a provar a participação do ex-presidente em ações inescrupulosas no caso do triplex em Guarujá, São Paulo.
Lastimável, do ponto de vista da autoestima dos brasileiros, a confirmação colocou no rol dos culpados aquele que já comandou os destinos do Brasil e foi uma grande esperança justamente na aplicação da ética, dos bons costumes e da melhoria do povo mais sofrido do País.
O fato é que, de uma esperança, com razão, das classes mais humildes e tendo colocado em prática alguns programas sociais de relevância, sua gestão passou à negligência administrativa, com fraudes e conluios dentro e fora do governo, notadamente na Petrobras. Hoje Lula da Silva amarga uma condenação penal. Desde tempos longínquos, sabe-se que o poder corrompe.
Donos de empreiteiras se mancomunaram com agentes públicos. Assim, o País viu desvio de bilhões de reais em empresas estatais, ministérios, de obras desnecessárias e superfaturadas. Quanto mais surrupiavam do erário, mais queriam. Foi uma escalada de roubalheira, corrupção sistêmica, segundo dito por juízes, procuradores e pessoas que leram as sentenças, bem elaboradas. Contra elas, evidentemente, se insurgiram, e ainda bradam, os que foram atingidos, direta ou indiretamente.
Um esquema de corrupção que funcionou por anos e, não fosse o trabalho de juízes, procuradores, agentes e delegados da Polícia Federal e servidores da Receita Federal, provavelmente estaria funcionando até hoje. Porém, repete-se, não foram somente elementos de uma grei partidária os que participaram. Outros partidos e alguns dos seus integrantes já foram julgados e cumprem pena, não se caracterizando, pois, a versão de que a Lava Jato é uma conspiração política para derrotar o Partido dos Trabalhadores.
Os malfeitores não tinham pudor algum, aliciavam desde o estafeta para levar as verbas até o graúdo parlamentar, alguns dos quais, aliás, foram eleitos graças às polpudas somas escusas recebidas antes das eleições.
Vergonha é o que os brasileiros estão sentindo. A sociedade foi esquecida pelos partidos políticos. Nem direita, nem esquerda, nem centro estão conseguindo direcionar, e as pessoas estão desmobilizadas e descrentes. Mas, passada a borrasca jurídica dentro dos parâmetros legais, que venha a retomada da agenda econômica.
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