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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 19/01/2018. Alterada em 18/01 às 22h11min

Brizola, Pelé e Ieda na propaganda

João Firme
Maravilha meu trabalho de conclusão do curso que se transformou em entrevista, depois transmitida pela poderosa Voice of América da capital de Thomaz Jeferson, colocada no ar em setembro de 1965, quando era formando de publicidade da Famecos e realizador, em nome da turma, da Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso - Efap.
Uma proeza jovem no início da triste Revolução de 1964, quando eu protestava pela falta de liberdade de imprensa e por isso fui virado no avesso pelo FBI, para poder ir divulgar e convidar para a inauguração os irmãos senadores Ted e John Kennedy, em Washington, e Jacqueline Kennedy, em Nova Iorque.
Com a coragem do Paixão Côrtes, sentei à mesa no estúdio e me senti livre para o debate como um Quero-quero dos Pampas. "Cite três obras, Leonel Brizola e personalidades mais conhecidas no Brasil". Respondi: "O governador Brizola pelo Plano de Escolarização, conquista da Refinaria Alberto Pasqualini e a construção da Estrada da Produção, que corta o estado do RS, que teve em 1964 o financiamento do asfalto pela Aliança para o Progresso. Quanto às personalidades: Pelé, 'rei da bola'; Roberto Marinho, pela defesa de liberdade de imprensa, e Ieda Maria Vargas, Miss Universo, que casualmente é do meu Clube Cantegril, onde sou diretor social".
Ao terminar, apareceu um sinal verde no estúdio e, ao sair da mesa, quase caí pelos abraços do meu entrevistador Emilio Braier, de Cachoeira do Sul, que era o diretor do setor brasileiro da Voz da América. Na mesma linha, dei entrevistas na Voz da OEA (Organização dos Estados Americanos), no Washington Post, New York Times e na rede de TV CBS, que, em 15 de dezembro de 1965, vieram à Efap no parque Menino Deus, de Porto Alegre, inaugurada pelo então poderoso general Justino Alves Bastos, comandante do III Exército, e fui escolhido para mostrá-la com um batalhão de seguranças.
Não tocaram em mim em nenhum momento, porque entenderam que tenho a bandeira da Propaganda, a mão direita da liberdade de imprensa.
Publicitário e jornalista
 
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