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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 18/01/2018. Alterada em 17/01 às 21h53min

Visão distorcida

João Gomes Mariante
Diante da visão distorcida e maniqueísta dos políticos brasileiros - cuja atuação nefasta se faz sentir pelo viés da astúcia, da esperteza e da desonestidade larvada que assola o país de Norte a Sul - ocorre-nos questionar se não seria congruente um apelo aos deuses, a fim de que estes enviem um emissário que alerte a população de que este país de miséria, de pobreza e desigualdade social está prestes a sucumbir. Que (os deuses) enviem mensagens, que digam ao povo que em poucos anos o Brasil viu-se repleto de 8,8 milhões de miseráveis. Que mostrem um embaixador com coragem para alertar que um presidente está sujeito a ideias e pensamentos mágicos e aos desígnios da baixaria das crendices populares. E denunciem o fato de um bruxo dar-lhe em público passes, e preveni-lo de ações persecutórias; ao mesmo tempo, dá-lhe um antídoto a fim de evitar o "mal".
Que esse arcanjo postal alerte o presidente Temer (para pensar antes de falar), quando ele, ao comentar o papel da mulher nos postos de mando, lascar: "Eu já percebi que quando ela [oficial] pilota o avião presidencial, a descida é mais suave. Eu não sei se a pista reconhece o elemento feminino, mas o fato é que toda vez eu fico observando e a aterrissagem é muito suave ".
Outra de sua excelência: "[...]. Portanto, quando fazemos isso, fazemos pelo apreço que temos em relação ao Brasil e a Portugal (confundindo o vizinho Paraguai com Portugal). É lastimável que o hábito de dizer asneiras tenha contagiado os presidenciáveis! Jair Bolsonaro: "Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio-moradia eu usava para comer gente" (sobre o destino de verba que recebe, mesmo tendo apartamento em Brasília). Ora, senhor deputado! Creio que, na época das esdrúxulas "comidas", o senhor, pela idade, estava em plena fase fálica e, ao usar o termo "comer gente", regride à denominada fase oral, que antecede à fálica.
Psicanalista e jornalista
 
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