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Porto Alegre, segunda-feira, 15 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Segurança pública

Notícia da edição impressa de 16/01/2018. Alterada em 15/01 às 22h17min

Ocorrências de latrocínio diminuem no Rio Grande do Sul; 2017 registrou 2.865 homicídios

Schirmer justifica melhora nos índices a ações do governo

Schirmer justifica melhora nos índices a ações do governo


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Isabella Sander
O Estado apresentou menos ocorrências de homicídio doloso (assassinato) e latrocínio (roubo seguido de morte) em 2017, comparativamente a 2016. A quantidade de vítimas de homicídio, porém, subiu 0,3%. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP).
A diferença entre o número de vítimas e o de registros é que, mesmo quando há muitas mortes, se todas morreram em uma única situação, considera-se apenas uma ocorrência. É o que acontece em chacinas, por exemplo. Por isso, foram registradas 2.646 ocorrências de homicídios em 2016 e 2.606 em 2017, uma redução de 1,5%, mas o número de vítimas passou de 2.856 para 2.865, aumentando 0,3%.
A SSP não fez a mesma distinção entre ocorrências e número de vítimas de latrocínio. Foram registrados 168 roubos seguidos de morte em 2016, contra 124 em 2017, reduzindo o índice em 26,2%.
O decréscimo nos percentuais mostra, para o secretário Cezar Schirmer, que ele estava certo ao dizer que 2017 seria o ano do início da mudança na segurança pública. "Nomeamos 4,1 mil servidores, anunciamos concursos no setor, compramos viaturas e promovemos a integração entre a Brigada Militar e a Polícia Civil, além de investir em policiamento ostensivo na Região Metropolitana. Tudo isso influencia nos números", ressalta.
Outras ações destacadas são a alocação de ao menos três policiais militares (PMs) em cada cidade do Interior e a realização da Operação Pulso Firme, que transferiu 27 detentos de alta periculosidade para presídios federais. "Até 2016, havia uma média de cinco prisioneiros do Rio Grande do Sul nesses presídios. Agora, são, ao menos, 30. Isso mostra aos criminosos que agiremos com firmeza", defende o secretário.
O Sistema Integrado de Monitoramento foi mais um avanço enaltecido. "Vimos postes com três câmeras de vigilância diferentes, que não tinham diálogo entre si. Estamos mudando isso para otimizar o serviço", explica Schirmer. A perspectiva é instalar centrais regionais de monitoramento dos dispositivos, operadas por PMs aposentados.
Um quesito que deve receber mais atenção em 2018 é o roubo e furto de veículos. Enquanto o furto caiu 1,6%, o roubo de automóveis teve aumento de 1,4%. A intenção é criar ações focadas nessa questão nos próximos meses.

Casos de violência contra a mulher crescem; Schirmer diz que índices se devem ao aumento de notificações

O número de ocorrências criminais apresentou tendência de queda em 2017. Salta aos olhos, no entanto, que dois dos três itens envolvendo violência contra mulheres não acompanharam o decréscimo - os boletins de ocorrência referentes a lesões corporais e a estupros. As ameaças contra mulheres sofreram decréscimo de 4,2% no Rio Grande do Sul. Entre as lesões corporais, o número aumentou 1,3%. O acréscimo é ainda maior em relação aos estupros, que subiram 5,5%. 
Apesar disso, o secretário Cezar Schirmer, não se preocupa com esses dados e espera, inclusive, que os índices aumentem. "Os números aumentaram porque as mulheres estão registrando mais ocorrências. Estima-se que apenas 10% dos crimes contra a mulher sejam denunciados, e, se não há registro, não há investigação. Aumentar o número de casos registrados é positivo", salienta.
Schirmer acredita que a disponibilização do aplicativo PLP 2.0 para mulheres com medida protetiva tem ajudado a aumentar o número de ocorrências. "Essa ferramenta, que é instalada no celular, possui um botão de pânico que é acionado quando há alguma situação de ameaça", explica.
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