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Porto Alegre, domingo, 14 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Saúde

Notícia da edição impressa de 15/01/2018. Alterada em 14/01 às 21h23min

Estado amplia vacinação contra febre amarela

Em Porto Alegre, população reclama de dificuldades para tomar a dose

Em Porto Alegre, população reclama de dificuldades para tomar a dose


CLAITON DORNELLES /JC
Igor Natusch
Diante do aumento de casos de febre amarela na região Sudeste do Brasil, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) decidiu estender a vacinação a todos os municípios do Rio Grande do Sul. Até então, um total de 34 cidades, localizadas no Litoral, eram consideradas fora da zona de risco e, portanto, não faziam parte da área de imunização. Segundo o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, as demais cidades gaúchas já estavam cobertas pelas doses da vacina.
Podem tomar a vacina crianças a partir de nove meses e adultos com até 60 anos de idade. A maior urgência é para quem está de viagem marcada a estados que registram casos recentes da doença. Nesse caso, onde pode ser exigida comprovação da vacina para embarque, é recomendado que a dose seja aplicada até dez dias antes da viagem. Para gestantes, mulheres amamentando, idosos e portadores de doenças crônicas ou com baixa imunidade, é preciso recomendação médica anterior, comprovada por meio de atestado.
Quem já foi vacinado no passado não precisa tomar reforço, a não ser que esteja com viagem marcada e não tenha como comprovar a imunização anterior. No site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (http://portal.anvisa.gov.br/dicas-de-saude-para-viagem) há informações sobre os países que exigem a vacina.
A recomendação de Gabbardo é que a procura pelos postos de saúde ocorra "com calma, sem correria nenhuma", já que não há nenhum indício de surto da doença no Estado. "Temos vacinas em quantidade suficiente, e a previsão é que cheguem mais doses. Não há risco de racionamento", assegura o secretário, reforçando que 70% da população já está coberta pela imunização.
Em Porto Alegre, contudo, alguns usuários reclamam de dificuldades para aplicar a vacina, causadas especialmente pelo pequeno número de postos com doses disponíveis. Quem procura pela imunização acaba enfrentando filas e, em alguns casos, precisa voltar ao posto em outro momento, pois algumas unidades não oferecem o serviço em todos os dias úteis da semana.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, não há escassez de doses contra febre amarela em Porto Alegre. O máximo que pode ocorrer é uma falta momentânea, causada pela alta procura, e que é resolvida a partir de realocação de doses de outros postos. Quanto à disponibilidade restrita de dias e horários para vacina, a pasta alega que parte dos profissionais responsáveis pela aplicação está em férias, o que limita a capacidade dos postos para atendimento.
O Rio Grande do Sul não tem casos de febre amarela desde o período entre 2008 e 2009, quando 21 casos foram registrados em humanos. Desde então, uma das principais medidas é o controle de mortalidade de primatas, igualmente suscetíveis à doença. Gabbardo explica que os macacos não transmitem febre amarela a humanos, mas servem como indicadores da presença do vírus na área. "Servem como sentinelas. A orientação é que, diante de primatas doentes ou mortos, haja o recolhimento para exames", reforça.
O Ministério da Saúde anunciou, no começo da semana, planos para que cerca de 19 milhões de pessoas em 75 municípios sejam vacinadas contra a febre amarela, a partir de fevereiro. A vacina a ser ofertada na campanha é do tipo fracionada, que tem eficácia de oito anos. O principal foco é nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Desde janeiro de 2017, o estado de São Paulo já registrou 40 casos confirmados da doença, com 21 mortes.
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