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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Segurança pública

Notícia da edição impressa de 04/01/2018. Alterada em 04/01 às 09h01min

Alunos-soldados reforçam policiamento no Rio Grande do Sul

Formatura de 484 alunos-soldados está prevista para o começo de abril

Formatura de 484 alunos-soldados está prevista para o começo de abril


FREDY VIEIRA/JC
Igor Natusch
Potencializar a percepção de segurança, a partir de uma visibilidade proativa, é o objetivo defendido pela Operação Avante Visibilidade, lançada ontem pela Secretaria de Segurança Pública do Estado e pela Brigada Militar (BM). Ao todo, 484 alunos-soldados estarão reforçando o policiamento ostensivo durante o verão, nas áreas de sete comandos regionais. Em Porto Alegre, foco do anúncio de ontem, devem ser 142 futuros soldados na rua, atuando junto a seis batalhões da Capital. O estágio operacional dos recrutas vai até 16 de fevereiro, e então eles retornam para a etapa final de preparação, com formatura prevista para o começo de abril.
Segundo o comandante-geral da BM, coronel Andreis Dal'Lago, o encerramento do período de reforço nas ruas coincidirá com a volta do contingente deslocado para a Operação Golfinho, que passa a estar disponível nas cidades de origem para o período de retorno às aulas. Os policiais em formação não tomarão parte em atividades de repressão qualificada, mas terão prerrogativa de abordagem para coibir roubo a pedestres, motoristas e estabelecimentos comerciais, entre outros crimes.
Dal'Lago afirma que o estágio na rua é "uma respirada" para os futuros soldados, depois de seis meses de aulas teóricas, e uma oportunidade de equilibrar a cientificidade do curso e a práxis profissional, sempre sob supervisão de policiais mais experientes. "Esse estágio é fundamental para dar segurança ao aluno, para que, a partir de abril - quando vai, definitivamente, para a rua -, ele esteja mais senhor da técnica", argumenta Dal'Lago.
"Entendemos que a visibilidade é fundamental para a segurança pública", acentua o secretário estadual de Segurança Pública, Cezar Schirmer. "Não só para que a população tenha uma percepção maior de segurança, mas para que os criminosos, ou aqueles que estão pensando em cometer algum delito, saibam que o policiamento está presente, atento e vigilante no enfrentamento do crime. Isso dá resultados muitos positivos. O pessoal vai perceber uma ostensibilidade maior no policiamento da Capital", assegura.

Leilão de imóveis é esperança para erguer quatro presídios

Durante a cerimônia de lançamento da Operação Avante Visibilidade, o secretário Cezar Schirmer comentou o começo do processo de leilão de bens do Estado, que deve ter os primeiros envelopes abertos a partir de hoje. A previsão de recursos fica em torno de R$ 100 milhões, e boa parte dos valores deve ser utilizada, segundo Schirmer, para a construção de, "no mínimo, quatro presídios".
"Tentamos a permuta no ano passado, mas, cada avaliação que o Estado fazia, os empresários achavam que era muito elevada. Não evoluiu como desejávamos. Então, vamos fazer o leilão e, com esses recursos apurados, pretendemos começar a construir presídios", revela.
Segundo ele, há procedimentos burocráticos em andamento para casas prisionais em Alegrete, Bento Gonçalves, Cachoeirinha, Caxias do Sul, Rio Grande e Viamão. Porém, o grau de avanço nos trâmites varia em cada unidade, e não há definição sobre quais serão priorizadas a partir de novos recursos.
Segundo o secretário, os prazos previstos no concurso da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) devem ser mantidos, com 480 novos servidores encerrando o processo de formação no final de fevereiro e entrando em seguida no sistema prisional, em especial, na Penitenciária Estadual de Canoas 2 (Pecan 2). Outra medida mencionada é o cercamento eletrônico do Rio Grande do Sul, com a adoção de tecnologias de monitoramento e participação maciça dos municípios. A meta, tratada como "ambiciosa" pelo próprio titular da Secretaria de Segurança Pública, é concluir o processo até o final de 2018.
Schirmer aproveitou para rebater as críticas feitas à previsão para reaproveitamento de servidores aposentados ou da reserva, prevista no pacote de medidas aprovado pela Assembleia Legislativa gaúcha em dezembro. Segundo críticos, a prerrogativa poderia atrasar o chamamento de aprovados em concurso - colocação que é "uma bobagem", segundo o secretário.
"Criticar, vão criticar sempre", minimiza. "Hoje há mais ou menos 100 servidores sentados na frente de um computador, acompanhando o deslocamento de tornozeleiras eletrônicas. Por que precisa ser servidor da ativa? É uma crítica pela crítica, vem de quem não faz e acha ruim quando os outros fazem, e não vou dar bola para isso. A crítica tem que ser ouvida com todo o respeito, mas vamos ignorá-la na medida em que o fundamental, para nós, é realizar."
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