Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 30 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Agronegócios

Notícia da edição impressa de 31/01/2018. Alterada em 30/01 às 21h01min

Liberados R$ 12,5 bilhões para pré-custeio da safra

Durante a cerimônia, Michel Temer reiterou ter excluído os trabalhadores rurais da reforma da Previdência

Durante a cerimônia, Michel Temer reiterou ter excluído os trabalhadores rurais da reforma da Previdência


/BETO BARATA /PR/JC
O governo federal liberou R$ 12,5 bilhões para financiar a safra agrícola de 2018 e 2019. O lançamento do custeio antecipado da nova safra foi feito pelo presidente Michel Temer, em cerimônia realizada ontem na zona rural da cidade de Rio Verde (GO).
Temer ressaltou a safra recorde do ano passado e disse que é possível bater o resultado neste ano. Ele lembrou também que o campo foi um dos únicos setores não paralisados quando o peemedebista chegou ao poder. "O setor do agronegócio, sem embargo das dificuldades, continuou trabalhando e conseguiu que trilhássemos caminhos que permitissem a redenção, a volta do Brasil", disse.
"Estamos destinando esses R$ 12 bilhões de crédito com juros mais acessíveis não apenas para aumentar a produção, mas como reconhecimento àquilo que os senhores fizeram para o País", disse o presidente ao final da cerimônia, quando reiterou também ter excluído os trabalhadores rurais do projeto de reforma da Previdência.
Os recursos representam montante 16% superior ao valor liberado no ano passado e servirão para adquirir insumos e serviços agropecuários para as lavouras de soja, milho, arroz, algodão e café. O objetivo do lançamento, segundo o presidente do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli, é evitar que o produtor fique refém do fornecedor, além de contribuir para a sustentabilidade do agronegócio, a melhora do Produto Interno Bruto brasileiro e o aumento da renda
Cada produtor poderá financiar, no máximo, R$ 3 milhões. Para os médios produtores que integram o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), os recursos serão disponibilizados com taxas de 7,5% ao ano. Para os outros produtores, o banco oferece financiamento com encargos de 8,5% ao ano. Modalidades alternativas de financiamento serão disponibilizadas para os produtores que demandam valores superiores ao limite do plano.
Durante o evento, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, refutou a ideia de o governo onerar o agronegócio com a possível taxação de exportações do setor, principal responsável pelo saldo positivo da balança comercial brasileira. "Não estamos pensando em oneração ou taxação do agronegócio e não temos projeto de taxar o agronegócio", disse Meirelles.
Já o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, criticou o projeto que tramita no Congresso para mudanças na Lei Kandir, que abriria caminho para a taxação de exportações do setor. "Experiências de taxação do agronegócio foram extremamente contraprodutivas em outros países. Produção e exportação são fundamentais para balança de pagamentos do País", completou.
Maggi também retomou o discurso de temor com relação à queda da renda do produtor rural. O ministro afirmou que a produção brasileira cresce safra após safra, mas a renda continua recuando. "O produtor cresce, mas a renda e as margens se mantêm diminuindo, e isso é sinal de alerta", disse. "A continuar no atual ritmo, provavelmente em dois anos, teremos situação de não renda", completou Maggi.
Também participaram do evento os ministros da Integração, Hélder Barbalho, e das Cidades, Alexandre Baldy, o governador de Goiás, Marconi Perillo, entre outras autoridades.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia