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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 25/01/2018. Alterada em 24/01 às 22h39min

Colheita da safra de milho começa no Estado

Agricultores gaúchos devem alcançar um total de 5,24 milhões de toneladas do grão

Agricultores gaúchos devem alcançar um total de 5,24 milhões de toneladas do grão


/CLAUDIO FACHEL/PALÁCIO PIRATINI/JC
A safra do milho no Rio Grande do Sul inicia oficialmente sua colheita nos próximos dias. Informações da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro-RS) indicam que algumas áreas que já iniciaram os trabalhos demonstraram variação de produtividade. Isto ocorreu especialmente nos locais de pivôs centrais nas Missões, como a região da Grande Santa Rosa e na costa do rio Uruguai, que não têm incidência de geadas muito fortes, mas registraram quebras de produtividade devido aos vendavais que aconteceram na primavera e trouxeram muitos prejuízos que se confirmaram agora na hora da colheita.
Segundo o presidente da FecoAgro-RS, Paulo Pires, o milho é uma cultura importantíssima, incentivada pela entidade por causa da questão agronômica de rotação com a cultura da soja e também por ser um importante insumo para a indústria de carnes do Rio Grande do Sul, onde muitas cooperativas têm produtores associados que são produtores de milho e outros produtores são consumidores do grão. "Somos um grande consumidor de milho e, neste ano, infelizmente, não deveremos ter uma safra farta. Os produtores colocam na balança os valores e, com os preços atuais, mesmo com a queda do preço da soja, eles optaram pelo plantio desta cultura, que é mais estável e demonstra mais liquidez", salienta.
O presidente da FecoAgro-RS ressalta que o milho no Rio Grande do Sul tem uma amplitude de colheita muito grande, pois o plantio se iniciou em agosto e só terminou em dezembro. "Começamos a colheita na região mais quente do Estado, como as Missões, e vai até meados de maio. Depois teremos a safra do Brasil, que hoje é menor que a safrinha que é plantada em outros estados, e devemos ter uma redução na produção nacional, que no ano passado foi de 94 milhões de toneladas", destaca.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em levantamento divulgado no início do mês de janeiro, indica que a colheita deve ser de 5,24 milhões de toneladas, com produtividade de 7,2 mil quilos por hectare. A área plantada, conforme os dados do órgão federal, foi de 728,4 mil hectares. "Nós teremos uma queda, variando de propriedade para propriedade, por causa dos vendavais, que quebraram as plantas de milho, originando danos devido aos ventos fortes que ocorreram há 60 dias. É um dano pontual, mas que trouxe um problema nestas regiões que colhem mais cedo", diz Pires.
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