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Porto Alegre, domingo, 09 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Edição impressa de 23/01/2018. Alterada em 23/01 às 13h20min

WBIO lança hoje criptomoeda empresarial para a área de saúde

Makiyama e Sperb são sócios em modelo inédito de negócio no Brasil

Makiyama e Sperb são sócios em modelo inédito de negócio no Brasil


/WBIO/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
A WBIO, startup incubada no Feevale Techpark, em Novo Hamburgo, e acelerada pela Ventiur, fará hoje o lançamento da primeira Initial Coin Offering (ICO) do Brasil. O anúncio será realizado durante um evento realizado pela Sisnema Informática, em Porto Alegre, que vai abordar novos modelos de negócios que, a exemplo das criptomoedas, utilizam a tecnologia blockchain.
No período de pré-venda, que deve durar cerca de cinco meses, a expectativa é arrecadar R$ 2 milhões. Para cada R$ 1,00, o investidor receberá 1,3 wCoin (sigla Won), primeira moeda de criptografia empresarial de saúde do Brasil. "Estamos oferecendo criptomoedas em troca de um benefício financeiro para conseguirmos escalar nosso produto", resume o Chief Business Officer (CBO) e sócio da empresa, Eduardo Makiyama, junto com Lucas Sperb. No total, serão emitidos 21 milhões de wCoins.
O produto em questão é o P1, um sistema de telediagnóstico em microscopia que permite a liberação de laudos laboratoriais de forma simples e rápida - cerca de 15 minutos. A meta é chegar rapidamente a 20 mil equipamentos disponibilizados no Brasil, por exemplo, em clínicas de saúde e hospitais. Assim que é feita a venda, a startup produz o equipamento e entrega aos clientes no modelo de comodato. A WBIO apostou em tecnologias de ponta - como Inteligência Artificial, Blockchain, Big Data e Internet das Coisas (IoT) - para criar o P1. O equipamento é formado por um conjunto ótico de última geração capaz de ampliar a lâmina da amostra 400 vezes, um processador Qualcomm 625 e uma câmera de 16 MP, capaz de fazer 45 imagens por segundo. A solução captura imagens da amostra com alta precisão e faz o envio.
A identificação das espécies parasitológicas se dá pelo IBM Watson, que utiliza como base para o diagnóstico um banco de imagens compartilhado e atualizado constantemente. Os resultados podem ser confirmados on-line e são assegurados pela Blockchain da plataforma Ethereum. "Queremos ter o maior banco de dados de exames laboratoriais do mundo", projeta Makiyama. A startup é formada por 12 profissionais, entre eles, um time de biomédicos.
O primeiraico.com, plataforma na qual poderão ser feitas as transações, entrou no ar hoje. Ali, está descrito, de forma detalhada, a solução e como serão realizados os investimentos. Nesse período de pré-venda, os investidores poderão comprar os tokens (Won). Depois, no período de venda, poderão converter em reais nas exchanges.
Nesse caso, porém, é preciso estar atento à valorização que a empresa espera alcançar com o tempo. "Esperamos que a moeda seja bem-sucedida e, consequentemente, se valorize, passando não mais a valer R$ 1,00, mas R$ 4,00 ou R$ 5,00", diz o gestor. A terceira fase será a que permitirá aos investidores transacionar os Wons e conseguir, por exemplo, trocar as criptomoedas por exames laboratoriais e comprar medicamentos.
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Comentários
Luiz Silva Nunes 09/12/2018 14h45min
Deram um golpe bonito! Levaram o dinheiro e ficou por essas projeto sem proposito algum alias o proposito foi levar meu dinheiro na palestra. Fui obrigado a denunciar a sisnema a policia federal por fraude.
Mauricio Silva 24/04/2018 17h27min
Scam. Nada mais que Brasileiro malandro querendo dinheiro. A pagina de venda direciona ao pagseguro tamanha ignorância dos coitados. Uma breve analise aponta a 100% de certeza de scam.
Astolfo Junior 24/04/2018 17h22min
Scam. Nada mais que malandro arrecadando dinheiro com proposta sem pé nem cabeça. "Blockchain" entra apenas como pretesto para arrecadar dinheiro se não fizeram com banco de dados local certamente blockchain é apenas a desculpa da moda pra meter a mão na grana dos leigos.
Isabel 23/01/2018 10h08min
As empresas aderem aos mantras do momento. Esta está fazendo uma oferta inicial de ações num mercado desregulado. A imprensa ajuda a criar confusão ao não deixar claro o que é que está sendo feito de fato. Falta qualidade técnica para avaliar este tipo de tecnologia e sua posição no mercado.