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Porto Alegre, terça-feira, 23 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 23/01/2018. Alterada em 22/01 às 23h44min

RGE e RGE Sul devem elevar tarifas neste ano

Comportamento da inflação e do câmbio, além do volume dos reservatórios, devem definir percentual

Comportamento da inflação e do câmbio, além do volume dos reservatórios, devem definir percentual


ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
Jefferson Klein
O reajuste médio de cerca de 30% concedido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em novembro para a CEEE-D deixou a empresa com a conta de luz mais cara entre as maiores distribuidoras do Rio Grande do Sul. No entanto a perspectiva é de que as próximas revisões tarifárias da RGE Sul e da RGE, que serão aplicadas respectivamente em abril e junho, façam com que as tarifas dessas companhias aproximem-se à da estatal.
De acordo com dados da Aneel, a CEEE-D apresenta hoje um custo de R$ 0,505 o kWh para o consumidor residencial (tarifa B1). O número a coloca como a 38ª distribuidora com a conta de luz mais cara no País para esse segmento de consumo, dentro de um ranking de 96 empresas. A RGE Sul está na 73ª posição (R$ 0,452 o kWh) e a RGE, na 80ª (R$ 0,434 o kWh). A média nacional é de R$ 0,49 o kWh, e a companhia com valor mais elevado é a Cernhe, de São Paulo, com R$ 0,712 o kWh, e o menor é o da Coopera, de Santa Catarina, com R$ 0,309 o kWh.
Apesar da diferença de valores, o diretor da Siclo Consultoria em Energia Plinio Milano adianta que a tendência é que as revisões da RGE Sul e da RGE fiquem bastante acima da inflação, o que fará com que as contas de luz dessas distribuidoras fiquem semelhantes à atual tarifa da CEEE-D. O consultor prefere não estimar um percentual e recorda que a questão dependerá de fatores como a inflação e o comportamento do dólar (que influi no preço da energia da usina de Itaipu), além dos volumes dos reservatórios das hidrelétricas.
Milano destaca que há diferenças entre os processos de revisão e reajuste tarifários. A revisão é feita a cada quatro ou cinco anos e leva em conta uma avaliação mais complexa quanto ao equilíbrio econômico-financeiro das concessionárias. Já o reajuste abrange, entre outros pontos, a variação inflacionária e o custo da energia sendo feito anualmente, com exceção dos anos em que ocorre a revisão.
O sócio-diretor da TR Soluções Paulo Steele aponta que a perspectiva é que as tarifas dos consumidores da RGE e da RGE Sul tenham altas em torno de 11% neste ano. A projeção não leva em conta o comportamento das bandeiras tarifárias (mecanismo que, conforme as condições climáticas e os reservatórios das hidrelétricas, encarece ou não as tarifas). Steele comenta que a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE - um encargo do setor elétrico) e o custo da energia - pressionado pelo risco hidrológico - devem ser os principais fatores por trás das variações das tarifas em 2018. Quanto às distribuidoras que passam por revisão tarifária, como é o caso da RGE e RGE Sul, também deve pesar o repasse aos consumidores da remuneração dos ativos de distribuição.
 

Agência reguladora elabora audiência pública para revisão tarifária da RGE Sul

Hoje, durante sua reunião de diretoria, a Aneel abordará a proposta de abertura de audiência pública para colher subsídios e informações adicionais para o aprimoramento da sugestão referente à quarta revisão tarifária periódica da RGE Sul, a vigorar a partir de 19 de abril. O presidente do Conselho de Consumidores da concessionária, Gustavo Flores da Cunha Thompson Flores, e o vice-coordenador do Fórum de Infraestrutura da Agenda 2020, Paulo Menzel, adiantam que, segundo informações oriundas da própria distribuidora, o índice original de aumento das tarifas que será colocado em discussão deverá girar na casa de 20%.
Thompson Flores frisa que, se essa previsão for confirmada, haverá questionamentos por parte do Conselho de Consumidores da RGE Sul quanto à proposta de revisão apresentada. O dirigente reforça que um incremento relevante na conta de luz afeta os consumidores como um todo, mas em particular o setor industrial, que tem dificuldade de repassar aumentos. Outro segmento que sofre reflexos diretos é o arrozeiro, pois a irrigação demanda muita eletricidade. Thompson Flores recorda que vários municípios sob a concessão da RGE Sul possuem esse tipo de produção agrícola.
O vice-coordenador do Fórum de Infraestrutura da Agenda 2020 reforça que elevados custos com energia interferem na renda da população e na competitividade das empresas, e faz com que cresçam os índices de inadimplência. Menzel destaca ainda que os impactos dos reajustes e revisões vêm em uma parcela só, o que torna mais difícil a absorção. Além da revisão tarifária da RGE Sul, a audiência pública tratará da definição dos limites dos indicadores de qualidade do fornecimento de energia, que são a Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e a Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), para o período de 2019 a 2023. A RGE Sul atende 1,3 milhão de clientes em 118 municípios gaúchos, tem 100 mil quilômetros quadrados de área de abrangência e 65 mil quilômetros de rede de distribuição.
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Comentários
sergio 23/01/2018 18h54min
Já fiz algumas denuncias de furto e a RGE SUL nao faz nada.
Adroaldo de Almeida Mousquer 23/01/2018 09h51min
Acho que está muito barato. Achar que está caro não adianta nada, pois de algum lugar tem de sair o dinheiro das propinas, das negociatas, dos votos a favor. E de onda sairia?