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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Combustíveis

04/01/2018 - 14h11min. Alterada em 04/01 às 22h04min

Litro da gasolina sobe 17,4% em sete meses em postos de Porto Alegre

Alguns postos terminaram 2017 com preços de até R$ 4,39 em Porto Alegre

Alguns postos terminaram 2017 com preços de até R$ 4,39 em Porto Alegre


CLAITON DORNELLES /JC
Patrícia Comunello
O preço médio do litro da gasolina em Porto Alegre ficou em R$ 4,372 no apagar das luzes de 2017, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os dados apurados na última semana do ano passado em 28 postos da Capital apontaram que o maior valor chegou a R$ 4,399 e o menor em R$ 4,289.
Com isso, o aumento acumulado na bomba, desde julho do ano passado quando entrou em vigor a nova política de preços da Petrobras, chega a 17,4%, 500% acima da inflação projetada para todo o 2017, que deve ficar entre 2,8% e 3% pelo IPCA, índice oficial. Em julho, quando entrou em ação as correções para as distribuidoras, o valor médio do litro da gasolina comum era R$ 3,725 nas revendedoras, segundo a ANP.
Para as empresas que fornecem o combustível aos postos, a variação ficou um pouco maior - em 19,8%. Em julho, o valor do litro era de R$ 3,228, e em dezembro a média ficou em R$ 3,866. Com essa temporada de mexidas, a Capital gaúcha terminou 2017 com o quatro maior preço médio na bomba. Em primeiro lugar, figurou Rio Branco, capital do Acre, com valor de R$ 4,771, seguido por Goiânia (Goiás) a R$ 4,472, e Rio de Janeiro, a R$ 4,533. A capital mais barata foi São Luís (Maranhão) com o litro a R$ 3,597, e a segunda posição ficou com Manaus (Amazonas), a R$ 3,658.   
As variações de preços da estatal para as distribuidoras passaram a ser constantes. Foram 117 ajustes de preços na gasolina em 180 dias - 62 aumentos e 55 reduções. No diesel, foram 121 alterações - 69 aumentos e 52 cortes de valor. A média dos aumentos foi de 1,5% na gasolina, e de 1,2% no diesel. O gás de cozinha e o industrial tiveram sete mexidas para cada insumo, seis delas com aumentos em cada tipo de gás. Os revendedores emitiram nota que explicando que não têm repassado os ajustes integrais, devido à concorrência e capacidade de o consumidor suportar as altas, mas advertem para o impacto nas operações.   
A estatal alega que a política acompanha as oscilações dos preços internacionais do petróleo, que é uma commodity. Com isso, a cotação sofre influências desde a produção, câmbio e custos, além de ser pautado por negociações e contratos no mercado financeiro. Resultado: o aumento acumulado da gasolina chegou a 30% no ano passado para distribuidoras. O diesel, por sua vez, alcançou 28%.
Mas nenhum superou o gás de cozinha residencial, que subiu 57,3% desde julho, e 67,9% se for considerado um aumento um mês antes, de 6,7%. O gás industrial registra elevação acumulada de 36,4%. Os cálculos após seis meses da política entrar em vigor foram elaborados pelo economista Jéfferson Colombo, da Fundação de Economia e Estatística (FEE), com base nos percentuais de aumento e redução que a estatal divulgou quase que diariamente no período.
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