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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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petróleo

03/01/2018 - 08h11min. Alterada em 03/01 às 14h51min

Petrobras faz acordo de quase R$ 10 bilhões para encerrar ação de investidores dos EUA

Investidores estrangeiros acusam a estatal de enganá-los sobre esquema de corrupção

Investidores estrangeiros acusam a estatal de enganá-los sobre esquema de corrupção


YASUYOSHI CHIBA/AFP/JC
Folhapress
Atualizada às 14h  
A Petrobras fechou acordo para encerrar a ação coletiva movida por investidores nos Estados Unidos, com o pagamento de US$ 2,95 bilhões, quase R$ 10 bilhões. Os investidores buscavam perdas provocadas após descoberta do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. O valor trará impacto no resultado do quarto trimestre de 2017, explica a companhia, e equivale ao dobro do lucro acumulado pela empresa nos três primeiros trimestres do ano passado.
A cifra representa também 65% de tudo o que a empresa arrecadou até o momento na segunda fase de seu plano de venda de ativos, que tem como meta levantar US$ 21 bilhões o fim do ano. Nesta quarta, a estatal também informou que teve autuação de R$ 17 bilhões da Receita Federal por tributos não recolhidos em fretamento de embarcações no Exterior.
A empresa pagará o valor aos investidores em três parcelas, que começarão a ser desembolsadas após a aprovação preliminar do juiz Jed Rakoff, da Corte Federal de Nova Iorque, onde corre a ação coletiva. Foi o quinto maior acordo envolvendo ação coletiva por perda com ações da história, atrás dos casos Enron (US$ 7,22 bilhões), Worldcom (US$ 6,13 bilhões), Tyco International (US$ 3,2 bilhões) e Cendant Corporation (US$ 3,18 bilhões).
O processo contra a estatal foi iniciado em dezembro de 2014 por acionistas descontentes com a perda de valor das ações após a descoberta do esquema de corrupção. Desde então, a Petrobras fechou uma série de acordos individuais com investidores institucionais.
Em comunicado, a Petrobras diz que o acordo coletivo "atende aos melhores interesses da companhia, tendo em vista o risco de um julgamento influenciado por um júri popular (e) as peculiaridades da legislação processual e do mercado de capitais norte-americano." Alega ainda que apenas 0,3% dos casos de ações coletivas nos Estados Unidos chega à fase de julgamento - o restante é encerrado antes por acordos.
A estatal diz que o acordo "não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares, reforçando sua estratégia de defesa, de colocar-se como vítima do esquema de corrupção comandado por ex-executivos e partidos políticos. "Na condição de vítima, a Petrobras já recuperou R$ 1,475 bilhão no Brasil e continuará buscando todas as medidas legais contra as empresas e indivíduos responsáveis".
Investidores brasileiros, incluindo grandes fundos de pensão estatais, abriram processo semelhante no Brasil na câmara de arbitragem da Bolsa de São Paulo, para tentar recuperar perdas com o investimento em ações da empresa. O processo corre sob sigilo, mas fontes próximas falavam em cerca de 300 adesões até o fim de 2017.
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