Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 01 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Agronegócios

Notícia da edição impressa de 02/01/2018. Alterada em 01/01 às 22h23min

Ano de 2017 foi excepcional para a agricultura

Supersafra de 238 milhões de toneladas de grãos é marco histórico

Supersafra de 238 milhões de toneladas de grãos é marco histórico


/ANDRÉ NETTO/ARQUIVO/JC
O ano de 2017 foi considerado excepcional para a agricultura brasileira. A surpressafra de 238 milhões de toneladas de grãos produzida em 2017 é um marco histórico, segundo Neri Geller, Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Ele atribuiu o resultado a uma conjunção de fatores positivos que ajudou a consolidar o Brasil como um dos mais importantes players do agronegócio no mercado global. Geller lembra ainda que o Plano Agrícola e Pecuário "propiciou os instrumentos necessários para o produtor trabalhar com tranquilidade e segurança".
Ao fazer o balanço da Política Agrícola em 2017, o secretário destacou que a mobilização de recursos alcançou o total de
R$ 188,3 bilhões para o crédito rural em operações de plantio, comercialização e custeio para a safra 2017/2018. Para o Seguro Rural foram destinados R$ 550 milhões, e R$ 1,4 bilhão no apoio à comercialização da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).
"Também estão garantidos recursos de investimentos em armazenagem de R$ 1,6 bilhão. Além disso, o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) disponibilizou um total de R$ 21,7 bilhões, sendo R$ 18 bilhões para custeio e R$ 3,7 bilhões para investimentos". disse o secretário.
Modernizar a produção agrícola foi, segundo o secretário, parte integrante da política agrícola em 2017. Ele lembrou que o programa de Inovação Tecnológica (Inovagro) disponibilizou linha de crédito para conectividade no campo, o que contribuiu para melhorar ainda mais a gestão das propriedades rurais, por meio da informatização e do acesso à internet. O programa, que financia equipamentos de agricultura de precisão, conta com R$ 1,26 bilhão, com limite de R$ 1,1 milhão por produtor.

Ampliação do Moderfrota contribuiu para melhorar negócios no País, avalia secretário

O programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) também foi um dos destaques em 2017, segundo o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller. O Moderfrota foi ampliado em 82%, passando a contar com R$ 9,2 bilhões. O programa permite o financiamento de máquinas e implementos agrícolas em até 90% com prazo de pagamento de sete anos. O limite de financiamento de custeio é de
R$ 3 milhões por produtor, por ano agrícola. Para o médio produtor o limite é de R$ 1,5 milhão. O prazo de pagamento é de 14 meses para produtores de grãos.
Um dos gargalos do agronegócio, o escoamento de toda a produção, principalmente a da região Centro-Oeste, teve atenção especial. Empreendimentos privados, implantados com o apoio do governo federal, permitiram a inversão do rumo logístico de boa parte da exportação brasileira de soja e milho, e a expansão da capacidade dos corredores de exportação do Arco Norte - formado pelos portos das regiões Norte e Nordeste.
A exportação por esses portos deverá totalizar 26 milhões de toneladas embarcadas para o exterior, representando 24% da exportação nacional. O Arco Norte já tem capacidade de embarque de 40 milhões de toneladas/ano de granéis agrícolas, número que deverá ser ampliado, de acordo com as demandas do setor produtivo.
Geller explica que, por esse vetor logístico, os custos de movimentação se situam bem abaixo dos registrados pelos portos do Sul/Sudeste, e o município mato-grossense de Sorriso é referência. "Isso confere ao produtor rural a oportunidade de ampliar sua receita, pela economia obtida na cadeia logística, com reflexos positivos no desenvolvimento regional, na ampliação das áreas produtivas e na geração de emprego e renda", diz.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia