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Porto Alegre, domingo, 21 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

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LANÇAMENTO

Notícia da edição impressa de 22/01/2018. Alterada em 21/01 às 19h54min

OhBlackBagual, vem aí o novo álbum de Bebeto Alves e banda

Rodrigo Reinheimer, Marcelo Corsett, Luke Faro e iBebeto Alves apresentam novo disco

Rodrigo Reinheimer, Marcelo Corsett, Luke Faro e iBebeto Alves apresentam novo disco


BEBETO ALVES/DIVULGAÇÃO/JC
Caroline da Silva
"Um barco perdido, sem movimento, balançando no cais." A imagem presente no trecho do "poema surrealista" Águas barrentas, como Bebeto Alves chama, do letrista André Bolivar, traduz um pouco a abordagem do novo disco OhBlackBagual - Canção contaminada. A poesia dá nome a uma das 10 faixas no novo registro que o compositor e cantor lança com seu grupo, formado em 2004 com o guitarrista Marcelo Corsetti, o baixista Rodrigo Reinheimer e o baterista Luke Faro.
A pré-venda do CD autografado e com preço especial de R$ 20,00 já está aberta e vai até 31 de janeiro pelo site www.produtooficial.com.br. O lançamento das canções nas plataformas digitais será após o Carnaval. Já os shows de apresentação estão previstos para o mês de março. "Vivemos um momento de urgência neste País, e o disco faz uma reflexão sobre isso, de uma forma integral, radical (em todos os sentidos). Pensamos isso tanto em termos de mensagem quanto em termos de som, musical", explica Alves. "É um momento ruim para lançar qualquer disco. Mas sabemos que temos um ano terrível, horroroso, pela frente, então é preciso alertar as pessoas, pois as manchas estão ali no teto. Foi essa a ideia que nos moveu", a expressão faz referência ao tema Tira-mancha, que deve ser o single do álbum. A canção já esteve em um disco de Bebeto Alves e dos BlackBagual de 2010 e agora vem com uma roupagem mais pesada, de acordo com a estética pensada para o registro.
"O disco é tenso, denso, intenso. Ele tem um caráter político, tínhamos que manifestar alguma coisa, se não fosse pela palavra, que fosse pelo som. Não havia pretensão de fazer algo novo, de vanguarda, era para ser radical, mesmo, e ele é contemporâneo. Sonoridade era para ser pesada, sem concessão", frisa o compositor e vocalista, que chama os instrumentistas de parceiros e companheiros. "Nós viemos desde 2004 fazendo uma experiência sonora que é os BlackBagual, esse grupo que formamos e que buscou uma identidade musical, uma ideia de uma música aqui do Sul que tenha uma particularidade, uma diferença. A grande descoberta é que procuramos durante todos esses anos uma sonoridade de banda. Cheguei à conclusão que sou o compositor e o crooner dessa rapaziada, e a gente gravou um disco pensando nisso", completa ele.
Segundo Reinheimer, o processo de gravação foi como se quatro moleques estivessem em uma garagem: "O compositor (Bebeto) trouxe a música e nós saímos tocando em cima e, às vezes, instantaneamente gravamos". Já Corsetti brincou que o trabalho todo foi gravado em quatro noites de quinta-feira no Estúdio Tec Áudio: "O processo começava às 18h30min, quando Bebeto (Alves) chegava com as músicas e as apresentava. Às 22h30min, já tinha baixo e bateria gravados de uma música que quatro horas antes ninguém conhecia. Rodrigo (Reinheimer) e Luke (Faro) são os dois gênios da banda, dois supermúsicos. São quase 14 anos tocando juntos".
O trabalho traz uma parceria de Bebeto Alves com Humberto Gessinger, Outro nada, que contou com a participação do cantor e guitarrista nas gravações. Há, ainda, uma parceria com o cantautor uruguaio Walter Bordoni e outra com Bolivar, "de Cachoeirinha, radicado em Pernambuco, poeta visceral descoberto nas malhas da rede", nas palavras do autor de Canção contaminada.
Expressões como "a gente só toma na cara", "lado certo", "é preciso estocar amor", "pontos de mutação", "rastro da ausência", "louco destino", "ameaça do terror", "não olhe pra trás", "matar os germes da hipocrisia" e "puxar a descarga e mandar tudo por água abaixo" são trechos das letras das 10 faixas que constroem uma tônica de produto viabilizada com um conceito norteador. A verve roqueira de Bebeto Alves e de seus comparsas do som pesado chama a atenção para um cenário, mas não propõe a destruição total. As duas últimas músicas na ordem de escuta do CD mostram um caminho, uma reação e culminam em uma "canção solidária, não esperançosa", como alerta o autor e vocalista.
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