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Porto Alegre, terça-feira, 09 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 10/01/2018. Alterada em 09/01 às 22h30min

Base pessoal

O deputado federal gaúcho José Fogaça (PMDB) faz uma análise dos desafios do governo neste início de 2018. Na opinião do parlamentar, "o problema inicial é que a base do governo, a constituição do governo, é estritamente pessoal". Segundo Fogaça, "é de pouca relação com a sociedade, digamos organicamente; e de muita relação com o Congresso". "Não que isso seja errado", afirma Fogaça. "O problema é que é quase que exclusivamente só isso."
Debandada de ministros
Nas observações do deputado e ex-senador, o que acaba acontecendo é que, "cada vez que sai um ministro - e os ministros precisam se movimentar e cuidar da sua carreira política, dos seus mandatos -, então isso afeta o governo, obviamente". Para o parlamentar, "esse é um custo político com o qual o governo vai ter que arcar, ele não tem como fugir disso. Até o dia 31 de março, vai ser uma debandada de ministros em função das eleições".
Votações complicadas
Na interpretação de José Fogaça (foto), "é muito complicado, nessas alturas, que projetos delicados e polêmicos, como a reforma da Previdência, e outros, possam ser votados". Para o deputado, "o governo deveria ser menos ambicioso e ter questões mais pontuais, mais objetivas para este momento de transição".
Governo de transição
"O problema é que o governo não se enxerga como um governo de transição", acentua Fogaça. Na verdade, argumenta o deputado, "ele quer ser um governo definidor, de fazer tudo, e acaba não fazendo nada. Ele teve uma série de problemas com os decretos, praticamente nenhum dos decretos que o governo apresentou foram bem aceitos pela sociedade, porque foi um erro atrás do outro. O último foi esse do trabalho escravo".
Mais planejamento
Segundo o peemedebista, "se o governo tivesse um pouco mais de planejamento, e de consciência da sua transitoriedade, ele talvez tomasse medidas menos problemáticas, e muito mais eficientes". Fogaça ressalta que "nenhuma das medidas que foram tomadas no campo econômico, propriamente dito, que estão aí, são medidas concretas de responsabilidade do governo. O que está acontecendo no campo da economia é muito produto de uma reação dos agentes econômicos".
Crescimento é consequência
O crescimento, na avaliação do deputado, "é consequência. Na verdade, as pessoas estão comprando mais, os empresários estão contratando um pouco mais, talvez não haja assim um crescimento sustentável, mas há um crescimento".
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